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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 162

POV: ALESSIA LOMBARDI

— Por ter destruído a minha vida — despejei as palavras, sentindo meu peito subir e descer em espasmos. — E, no processo, ter me mostrado que a família é a coisa mais importante que existe, mesmo que não seja perfeita. Quero agradecer por ter me ensinado sentimentos novos, Dominic. Sentimentos que eu nunca imaginei que conheceria. Você me ensinou a ter raiva, a ter ódio... e me ensinou o amor. E agora, você está me ensinando essa saudade que já está rasgando o meu peito antes mesmo de eu sair por aquela porta. Tudo o que eu vivi e aprendi com você aqui dentro vai servir para eu ser uma boa pessoa e proteger quem eu amo. Eu nunca vou esquecer você. Nunca.

Dominic continuou escutando em silêncio absoluto, mas o corpo dele tensionou até o limite. De repente, a fúria e o desespero explodiram nele.

Ele girou o corpo e deu um murro violento contra a parede de pedra do quarto. O impacto seco do punho dele contra a rocha ecoou como um tiro, fazendo a estrutura do quarto tremer. Logo em seguida, ele apoiou a testa contra o cimento áspero e levou as duas mãos à cabeça, apertando os cabelos numa postura de pura agonia física, os ombros largos subindo e descendo com uma respiração descontrolada.

— Eu sou péssimo com palavras, Alessia... Você sabe disso — Dominic confessou, a voz saindo num sussurro rasgado, totalmente arrastada, vinda lá de trás, onde ele continuava com a testa apoiada na parede.

Limpei minhas próprias lágrimas de um jeito brusco, sentindo as bochechas queimarem.

— Eu sei — respondi, com a voz embargada.

Dominic girou o corpo devagar. Os olhos bicolores e assassinos dele estavam brilhando sob a luz fraca da penumbra, fixos em mim com uma intensidade que me fez dar um passo para trás. O monstro estava prestes a desabar na minha frente. A carcaça massiva se moveu com uma lentidão ameaçadora na minha direção, encurtando a distância enquanto a voz dele engrossava:

— Eu tive um sonho nesta madrugada — ele continuou, dando mais um passo. — Um sonho maravilhoso. Muito real... Muito vívido. Eu queria muito tornar aquele sonho a merda da minha realidade, mas eu não posso. Eu tenho outras coisas para organizar nesse império. Eu tenho que limpar o esgoto antes.

— Eu sei. Eu entendo — murmurei, recuando até minhas costas baterem contra a madeira da cômoda.

— Não! Você não entende! — Dominic aumentou o tom de voz, dando mais dois passos rápidos, parando a centimeters de mim. O calor que emanava da pele dele me sufocou. — Você não sabe de nada! Não faz a mínima ideia do que está acontecendo dentro da porra da minha cabeça ou dentro da porra do meu coração, que eu nem sabia que possuía.

Olhei para cima, o rosto molhado pelo meu choro, encarando a rigidez gélida das feições dele. Ele não chorou. Nenhuma lágrima desceu por aquele rosto de pedra, mas o brilho de fúria e frustração nas pupilas dele era quase palpável.

Ergui a minha mão trêmula, com medo da rejeição, e espalmei a palma direto sobre o peito dele, sentindo o músculo rígido e o batimento acelerado embaixo do tecido.

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