🚨 NOTA DA AUTORA:🚨
⚡️🌪️ ATENÇÃO, MINHAS GAROTAS! Eu sei que muitas de vocês ficam ansiosas para a história correr para a frente, mas ENTRAR NA MENTE DO DOMINIC É FUNDAMENTAL para entender o que vai acontecer agora! 🖤🔥
👀 ESTE CAPÍTULO É MAIOR porque reconstrói os passos dele desde quando ele decidiu mandar a Alessia embora e ela ficou batendo na porta desesperada. 🚪💔 Acompanhar o ponto de vista do nosso Capo é o ÚNICO JEITO de vocês entenderem o tamanho do colapso e da loucura que está passando pela cabeça dele agora! 🧠🤯
🍷💥 Se preparem porque O MONSTRO ESTÁ COMPLETAMENTE DESTRUÍDO POR DENTRO! Boa leitura! 🥀✨
POV: DOMINIC FERRARO
O tempo virou um borrão cinzento dentro daquelas quatro paredes. Eu não sabia se era dia, se era noite ou quantas vezes o sol cruzou o céu desde que o som dos socos de Alessia contra a porcaria daquela porta de madeira parou. Ela gritou. Chamou meu nome até a voz quebrar, e eu fiquei ali, parado no escuro, ouvindo os passos dos meus homens arrastando-a para longe.
Eu não tomei banho. Não me alimentei. Apenas bebi. O chão ao redor da minha poltrona de couro estava cheio de garrafas vazias de uísque e restos de comida que os empregados deixavam na soleira. Um cheiro azedo e incômodo tomava conta do ambiente, pesado e sufocante. Demorei a perceber, com total indiferença, que o odor vinha de mim mesmo. Era o meu próprio corpo apodrecendo no escuro.
A minha cabeça não parava. Toda vez que eu fechava os olhos, sentia o impacto das mãos dela na porta. Eu quis abrir. Quis abrir aquela fechadura, puxar a minha prateada para o colo, após o choro dela, apertá-la contra o meu peito até que ela parasse de tremer e falar que a amava. Queria dizer que o mundo podia queimar, mas que ela estaria segura comigo.
Mas eu precisava afastá-la para mantê-la viva por causa do leilão de três bilhões de dólares; a aliança do norte a queria como uma mercadoria. Eu sabia que era o único homem capaz de protegê-la de verdade, mas o preço era alto demais. Se eu ficasse focado apenas nela, quem protegeria o Cassian? Quem cuidaria do Lorenzo? Quem defenderia a honra dos Ferraro e a Fratellanza di Ferro? Com ela por perto, eu não conseguia me concentrar em mais nada.
Traguei o resto do uísque direto da garrafa e joguei o copo vazio contra a parede oposta. O vidro quebrou em mil pedaços, caindo no chão escuro.
A porta do escritório foi aberta de uma vez só, batendo contra o batente.
Lorenzo passou pela abertura. O rosto dele ainda tinha os cortes feios e os curativos do ataque na estrada, mas os olhos continuavam alertas. Ele parou no meio do caminho, franziu o nariz e cobriu a boca com a manga da camisa.
— Que porra de cheiro é esse, Dominic? — Lorenzo esbravejou, caminhando a passos largos até a janela. — Parece que alguém morreu aqui dentro.
Ele segurou o tecido pesado das cortinas e puxou-as de uma vez. A luz do amanhecer invadiu o escritório. Desviei o rosto, sentindo os olhos arderem.
— Eu morri. Você não está vendo? — rebati, a voz saindo áspera, arrastada pelo excesso de álcool e pela falta de uso.
Lorenzo soltou uma risada seca.
— Nossa, muito engraçado. Você sabe que dia é hoje? Que dia é amanhã?
Fiquei em silêncio, encarando o topo da escrivaninha bagunçada.
— Amanhã é o dia do Pré-Conclave, Dominic — Lorenzo soltou, cruzando os braços, a prancheta de couro debaixo do braço. — Os chefes das famílias estão chegando e os soldados estão no pátio esperando o Capo para a eliminatória. E você está aqui, mofando feito um lixo.
Eu não queria levantar. Não queria encarar o ringue ou os soldados.
— Eu não vou, amanhã me preocupo com isso — murmurei, recostando a cabeça no estofado.
Lorenzo deu dois passos rápidos na minha direção, apoiando as duas mãos espalmadas sobre a mesa, inclinando o corpo na minha direção. A postura dele mudou; era o Executor da família Ferraro cobrando o preço do sangue.
— Ou você levanta dessa cadeira agora, toma a porra de um banho e assume o seu papel de líder e de irmão mais velho, ou eu mesmo vou subir naquele ringue e lutar no seu lugar na arena — Lorenzo olhou no fundo dos meus olhos, a voz rígida.
— Você ainda não se recuperou — respondi.
— Você prefere que eu morra lá fora defendendo o que é nosso ou vai levantar e parar de agir como um idiota? Eu sei que você está sofrendo por ela, Dom. Eu sei. Mas a máfia não espera ninguém chorar.
Encarei meu irmão por alguns segundos.
Levantei-me da poltrona, sentindo o corpo pesado e os músculos travados. Passei por ele sem dizer nada e rumei direto para o meu quarto para tomar banho.
Liguei o chuveiro na água fria. Entrei embaixo do jato congelante de roupa e tudo. O impacto da água contra a minha pele foi um choque violento que me tirou o fôlego por um segundo, mas trouxe a minha mente de volta para o lugar. Lavei a sujeira dos últimos dias, esfregando a pele até que ela ficasse vermelha.
Saí do banheiro, vesti uma roupa limpa. Lorenzo pediu que os empregados limpassem toda a sujeira que eu deixei no chão do escritório. Na hora do almoço, uma bandeja com comida foi colocada na mesa, mas quando tentei engolir o primeiro pedaço de carne, ele travou na minha garganta. O nó de ansiedade no meu estômago era grande demais.
Voltei para o escritório para ajeitar os últimos detalhes da competição de amanhã.
Duas batidas firmes soaram na porta.
Virei-me devagar quando a maçaneta girou. Alessia passou pela soleira.
O impacto de vê-la ali me pegou desprevenido. Meu peito se contraiu no mesmo instante. Eu não achava que ela viria me procurar depois do jeito que a tratei, depois de ter me trancado e ignorado os seus gritos. Ela parecia fria, distante, ostentando aquela postura orgulhosa que sempre me desafiou.


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