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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 165

POV: ALESSIA LOMBARDI

— Vamos logo com essa porra. — Dominic rosnou.

O chão de cascalho rangeu sob meus pés. Olhei para o horizonte e vi meu pai e Marcellos. A "liberdade" estava a cinquenta metros de distância, mas parecia um corredor da morte. Eu olhei para Dominic, esperando um sinal, uma hesitação, qualquer coisa que dissesse que ele ia desistir dessa loucura.

— Dominic... — minha voz saiu como um sussurro quebrado.

Ele nem me olhou.

Eu não conseguia levantar a cabeça. O peso da minha culpa era uma bigorna nos meus ombros. Quando finalmente tive coragem de olhar, desejei ter ficado cega. Nada machucava mais do que o olhar no rosto do meu pai. Ele viu tudo: as contusões roxas e profundas na minha garganta, onde Dominic havia cravado os dentes e os lábios uma e outra vez. Dominic fez questão de que sua marca fosse evidente, um troféu ostentado na frente daqueles que deveriam ter me protegido.

Meu pai, meu irmão e Marcellos me olhavam como se estivessem vendo um cadáver. Era o derradeiro triunfo de Dominic Ferraro.

Leopoldo e Marcellos pareciam prontos para saltar, os corpos tensos como molas. Eles queriam me salvar, mas eu já estava irrevogavelmente perdida. Virei a cabeça ligeiramente, encontrando o olhar frio de Dominic.

Eu quis gritar para eles que não havia sofrido do jeito que eles pensavam. Quis confessar que implorei por aquele toque, que o sangue no lençol que Dominic enviou para o meu pai foi o meu "sim" silencioso. Mas eu fui covarde demais para a verdade. A vergonha ardeu nas minhas veias, cortando-me por dentro pelo que deixei Dominic fazer... pelo que eu ainda queria que ele fizesse.

Ele se inclinou, seus lábios roçaram minha orelha, o hálito quente me fazendo vacilar.

— Eu possuo você, principessa. Lembre-se disso. Você me deu uma parte de si mesma e nunca a terá de volta. É minha, você é toda minha e não importa o que aconteça a seguir.

— Eu não fui a única que perdeu alguma coisa. — sussurrei para ele. — Você me deu parte do seu cruel coração negro, Dominic, e um dia você vai perceber que é impossível viver sem uma parte dele.

Algo brilhou naqueles olhos cruéis que assombravam os pesadelos das suas vítimas. Ele não negou.

— É todo seu, Alessia, como eu já disse, mas monstro não precisa de coração. — Ele afirmou, e essa foi a revelação mais cruel de todas: eu levava o coração do monstro comigo enquanto uma parte da minha alma ficaria com ele para sempre. Ele continuou, a voz fria: — Agora vá para casa, Alessia.

— Você está me mandando embora? — perguntei em um tom de deboche. — Você acha que está se livrando de mim?

— Você não é nada para mim além de uma rota de transporte e um pedaço de terra. Eu te usei, eu te quebrei e agora eu estou te jogando fora.

— Você pode ficar com as suas terras, Dominic. Mas você nunca mais vai dormir em paz. Porque toda vez que você fechar os olhos, você vai sentir o meu gosto. Você vai ser um rei, mas vai ser um rei solitário e assombrado pelo meu fantasma prateado.

Ele não disse nada, apenas coçou a garganta e desviou o olhar do meu pai para mim.

— E não se preocupe — continuei, meu sorriso se tornando cruel enquanto eu via a fúria dele crescer. — Quando eu estiver deitada com o Marcellos, quando eu estiver dando a minha boceta para outro homem, eu vou lembrar de você. Eu vou gemer o nome dele, mas vou estar pensando em como você me fodia como um animal. Vou garantir que você saiba que outro está tocando o que você achou que era só seu.

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