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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 170

( Um cap, grande explicando como vai ser o Conclave, eu não sei e qual a quantidade de pessoas que leem a obra COMPRADA PELO MAFIOSO por isso vou explicar aqui também.) O CAP. pode ter erros.

POV: LORENZO FERRARO

Dez dias. Esse era o tempo exato desde que Dominic deixou Alessia naquele estacionamento abandonado e o inferno se instalou de vez na nossa rotina. Nós saímos da fazenda isolada no interior — que usei e planejei especificamente para servir de cativeiro seguro para a prateada — e nos mudamos para a nossa casa urbana, bem no centro da cidade. Dez dias em que eu não encontrei o meu irmão sóbrio uma única vez.

Eu estava com medo de que o fígado dele parasse de funcionar a qualquer momento. Dominic não comia, não dormia e não parava de virar garrafas de uísque goela abaixo pelos cantos da propriedade. Se eu tentava conversar sobre os negócios, encontrava um homem com os olhos injetados, a voz pastosa e o raciocínio completamente afogado no álcool. O Capo da Sicília estava no fundo do poço, quebrado, mas o maldito orgulho dele era uma barreira intransponível; ele se recusava a admitir que estava sofrendo. Não falava o nome dela, não tocava no assunto e agia como se fosse uma máquina intocável, tornando qualquer interação com ele um zero absoluto.

Por causa desse colapso, sobrou para mim. Eu estava tendo que carregar o peso do império Ferraro nas costas, resolvendo cada merda burocrática e logística do Conclave junto com Ethan Moretti, que, graças a Deus, estava me ajudando. Para garantir a integridade do meu irmão Cassian, o mandei para o Brasil por segurança; o nosso caçula precisava ficar longe do rastro de sangue que cobriria a Sicília nos próximos dias. E eu ainda nem estava cem por cento recuperado dos tiros e dos cortes da missão na Índia; o meu corpo doá a cada movimento brusco, mas a máfia não esperava ninguém cicatrizar.

Estiquei o mapa das províncias sobre a mesa de mogno do escritório. Ethan riscou um fósforo, acendeu um charuto e soltou a fumaça escura em direção ao teto, encarando as anotações do circuito que eu havia desenhado. O notebook dele estava aberto, exibindo os gráficos das marcas rivais do continente.

— Primeiro, vamos fazer uma recapitulação começando pela história da sua família, Lorenzo, que domina a Sicília inteira — Ethan começou, deslizando o dedo pelo teclado. — Você sabe bem o que o Dominic suportou: o massacre da infância quando o Leopoldo Lombardi destruiu a antiga máfia do seu pai, Rocco Ferraro, matou o velho, estuprou a sua mãe e jogou você e o seu irmão no mundo para morrerem de fome quando você tinha o quê? Uns doze anos. Dominic suportou anos de exílio, crescendo nos porões do crime e lutando em ringues clandestinos. Ele subiu do absoluto zero. Não herdou nada, mas reergueu o nome da família na força bruta, conquistando de Palermo até Messina, limpando a ilha inteira.

Ele tragou o charuto de forma lenta, soltou o ar cinzento para o alto e apontou para a tela.

— Após o casamento sangrento em Milão, onde destruiu os planos do Leopoldo e o forçou a assinar com sangue a transferência dos portos, o Dominic fez o Conselho ruir. Agora, jogando em casa na Sicília, o objetivo dele é disputar o controle da Itália Continental contra as máfias que surgiram no vácuo do poder. Mas ele entra com um alvo nas costas: enfrenta a ameaça dos remanescentes da Máfia Azus atrás de vingança de sangue aqui na capital e a resistência das máfias da Suíça e da Áustria, que tentam derrubá-lo por medo de que ele unifique a Itália e engula os territórios deles também.

— E por que está me contando uma história que eu já sei? — questionei, impaciente.

— Bom, é só para você saber se realmente entende o peso do que está acontecendo aqui. Eu conversei com o Dominic ontem e não acho que ele esteja pronto para isso. Nem em condições, para te falar a verdade — ele disse, me encarando com um tom preocupado.

— Dominic vai ganhar essa porra, nem que eu precise o obrigar, Ethan — rebati, a voz saindo firme, embora o meu estômago revirasse de preocupação.

— O problema talvez não se resolva com ameaças, Lorenzo. O problema é que o seu irmão está sem estímulo. Eu só espero que na hora do vamos ver ele não decepcione e nem desperdice toda essa confiança que o Killian depositou em vocês.

— Eu sei. Não vamos — respondi. Na verdade, nós não podíamos nos dar ao luxo de falhar.

Ethan ajeitou a postura na cadeira, focando nos relatórios das outras cinco organizações continentais que disputariam conosco o controle da Itália.

— A Máfia Cosa Nostra, que controla a região do Lácio, em Roma; é a organização mais tradicional e burocrática, focada em expandir o poder político. A Máfia Winters, que domina a região da Toscana; uma das marcas novas mais agressivas que surgiram nos porões após a queda do antigo império do seu pai. A Máfia Plumbear, que comanda a região do Vêneto, focada em contrabando pesado e dependente do fornecimento de armas das fábricas da L’Eclisse. A Máfia Leone, que controla a região da Ligúria, em Gênova; uma organização tradicional do porto que quer garantir aquela zona costeira. E os remanescentes da Máfia Azus, do Piemonte. Eles ocupam a fronteira e estão sob as ordens diretas do irmão do Capo que o Dominic matou durante o casamento sangrento. Eles querem a cabeça do seu irmão.

— Eu sei. Todos se juntaram para tentar matar o Dom. Ele vai precisar se cuidar.

— Ninguém vai sabotar esse torneio — Ethan explicou, a voz gélida. — O Killian é o Juiz Supremo dessa porra. Para garantir que não haja interferência de interesses, ele trouxe os melhores homens da Moretti dos Estados Unidos, do Brasil e da Venezuela para gerenciar o campo, além dos clãs aliados da Áustria para atuarem como fiscais neutros. Ninguém vai roubar. Se o Dominic for fraco, vai morrer lá dentro.

— Ele não vai morrer — afirmei com a maior convicção que consegui reunir.

Ethan deu um meio sorriso sombrio, assentindo.

— Exatamente, eles serão totalmente imparciais. Tudo foi desenhado para ser decidido na força, na tática e na sorte, sem trapaças. Serão cinco homens de cada equipe, trinta soldados no total. As provas vão moer os fracos por etapas brutais antes do fim. Na Etapa 1, teremos o Pega-Bandeira de Capos. O membro retido no labirinto de contêineres industriais escuros como bandeira é o próprio Capo de cada equipe. Os outros quatro soldados precisam lutar simultaneamente para proteger e resgatar o seu líder enquanto o chefe dita as ordens táticas de dentro, sob fogo de atiradores automáticos no teto. Marcas rivais podem se aliar na hora para encurralar os Ferraro. A equipe que não conseguir proteger seu líder está fora.

Ele passou o gráfico na tela, detalhando a fase seguinte:

— Na Etapa 2, o Teste de Resistência. As cinco máfias restantes serão trancadas em tanques de ferro instalados no centro do campo. As celas serão inundadas lentamente com água gelada e gás lacrimogêneo. Não é só aguentar a dor física e a asfixia extrema; existe um segredo lógico para destravar as comportas eletrônicas de saída que exige que eles sacrifiquem carne ou aguentem dor extrema nas placas aquecidas. Quem entrar em pânico ou demorar mais, morre sufocado ou é eliminado. Mais uma máfia rui.

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