Entrar Via

Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 169

(O corretor é novo pode se confundir e erros podem passar despercebidos - Desculpa)

POV: DOMINIC FERRARO

A última linha foi escrita. Larguei a caneta sobre a escrivaninha de madeira e encarei as palavras no papel por longos segundos, sentindo o peito queimar. Quando pisquei, algo quente correu pela minha bochecha. Levei os nós dos dedos cortados até o rosto e limpei o rastro úmido. Eu estava chorando.

Soltei uma risada seca, sem humor, encarando a mancha de água que quase borrou a tinta. Que porra de psicopatia era aquela?

Meu pai passou a vida inteira me moldando, repetindo que sentimentos eram fraquezas e que eu precisava ser um psicopata frio para governar Palermo sem hesitar. Eu passei anos acreditando nessa merda. Fiquei tanto tempo preso nesse conceito, agindo como uma máquina de matar, para agora me ver desarmado por uma garota. Eu esqueci completamente as barreiras que criei. Coisas que eu jurava que nunca ia sentir por ninguém estavam ali, esmagando o meu estômago. Era amor. O amor mais puro, violento e verdadeiro que um homem poderia carregar no peito, e eu não tinha como lutar contra isso.

Dobrei o papel com cuidado e enfiei dentro de um envelope pardo, selando-o.

Subi os degraus do escritório e desci até o pátio interno da mansão. Eu precisava resolver a logística da viagem. Chamei um dos soldados que estava de guarda perto dos portões.

— Traga o Jonas aqui. Agora — ordenei.

Jonas apareceu minutos depois, postando-se em sentido. O garoto era bom, dedicado e, acima de tudo, era sobrinho do Canário. O Canário nunca gostou muito da ideia de ver o sobrinho envolvido no núcleo mais perigoso da organização, tentando protegê-lo, mas eu precisava de alguém da mais absoluta confiança. E Jonas era de sangue fiel.

Entreguei o envelope fechado na mão dele.

— Você vai na escolta de devolução da Alessia — falei, a voz baixa, garantindo que nenhum outro soldado ouvisse. — Você vai viajar com ela até o território do Lombardi. Não conte nada para ela agora. Guarde isso e entregue essa carta nas mãos dela somente quando estiverem seguros lá dentro.

Jonas olhou para o envelope e depois para em mim, assentindo com firmeza.

— Considerações, Capo?

— Você ser o meu par de olhos e ouvidos lá dentro — decretei, cravando os olhos nos dele. — Quero relatórios diários de como ela está, do que o pai está fazendo com ela e se alguém ousar tocar um dedo nela. Entendido?

— Entendido, senhor.

— Dispensado. Prepare tudo, você vai partir hoje.

Voltei para o meu quarto em silêncio. Troquei o terno sujo de sangue do Pré-Conclave por roupas limpas e escuras. Encarei o meu reflexo no espelho do banheiro por um instante, vendo o corte no supercílio e as olheiras fundas da ressaca e da falta de sono. Respirei fundo, forçando a carcaça de pedra a voltar para o lugar.

Saí do quarto, caminhei pelo corredor comprido e parei diante da porta do quarto de Alessia. Engoli o bolo enorme que insistia em travar a minha garganta, estendi a mão e girei a maçaneta, entrando para avisar que ela seria devolvida em duas horas.

Encarar Alessia ali, com aquele vestido solto e arrumando as poucas coisas, quase me fez perder a postura gélida. Tentei manter as respostas curtas e secas. Quando ela me estendeu as cartas e disse que eu era vazio, o meu peito contraiu com uma força que quase quebrou as minhas costelas. Eu queria gritar que estava fazendo aquilo para mantê-la viva por causa do leilão do norte, mas engoli o orgulho.

Mas quando ela soltou aquele agradecimento doloroso no meio do quarto, desarmando o meu cativeiro e dizendo que eu a ensinei o ódio e o amor, a repulsa por mim mesmo e o desespero explodiram no meu peito.

Virei o corpo e desferi um murro violento contra a parede de pedra do quarto. O impacto esmagou os meus nós dos dedos recém-cicatrizados contra a rocha, o estalo ecoando como um tiro, mas a dor física não chegou nem perto do rastro de agonia que queimava a minha mente. Apoiei a testa no cimento áspero, apertando os cabelos, os ombros subindo e descendo enquanto eu tentava respirar. Eu estava prestes a desabar na frente dela.

Girei o corpo devagar. Eu nunca fui tão sincero em toda a minha vida quanto fui naquele momento. Deixei o monstro de lado, segurei o rosto dela entre as minhas mãos calejadas e joguei a verdade crua na cara dela. Confessei que tudo o que restava de bom em mim pertencia a ela. Que se eu era o Hades daquela merda de inferno, ela era a minha Perséfone. Colei as nossas testas, sentindo o hálito quente, e a beijei com uma fome brutal de despedida, tentando sugar a alma dela para dentro de mim antes que o tempo esgotasse.

Quando ela sussurrou para eu fazer amor com ela uma última vez, o resto do mundo deixou de existir.

Eu a peguei no colo, rasguei o tecido daquele vestido e a joguei na cama. O sexo não teve a violência dos primeiros dias; foi uma possessão paciente, arrastada e desesperada. Puncionei cada milímetro do corpo dela, marquei a pele branca com os dentes e afundei o quadril em estocadas profundas, gravando o meu nome no útero dela de forma definitiva. Gozei dentro dela, sentindo as paredes da intimidade dela me esmagarem em espasmos quentes, e continuei me movendo, incapaz de me descolar da única fraqueza que eu me permiti ter. Quando o meu corpo cedeu na lona do colchão, eu a puxei para o meu peito e rosnei contra o ouvido dela a única promessa que eu podia cumprir: ela era minha. Toda minha. Apenas minha.

O toque do maldito telefone no chão quebrou o feitiço.

Levantei da cama em um sobressalto, a frieza do Capo retornando no automático enquanto eu vestia as roupas. Não olhei para o rosto dela para não fraquejar. Descemos as escadas sob o som ensurdecedor do helicóptero. Cassian a abraçou no pátio e Canário apenas assentiu com a rigidez habitual.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE