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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 219

(( OIE MEUS AMORES! (A PLATAFORMA ESTAVA ATUALIZANDO E DUPLICOU OS CAPÍTULOS anteriores. VOU POSTAR NOVOS AGORA, MAS PEÇO QUE TOMEM CUIDADO, POR FAVOR. ISSO ATRAPALHOU um pouco a MINHA MARATONA DE HOJE — INFELIZMENTE — MAS VOU POSTAR OS CAPÍTULOS PLANEJADOS MESMO ASSIM. MAS CUIDADO OK?) não tenho certeza se normalizou) PARA COMPENSAR VOU POSTAR 2 CAP. EM 1 OK.

POV/ ALESSIA

— A cirurgia do Ferraro terminou agora — o médico informou, limpando o suor da testa com o braço. — Deu tudo certo. Nós conseguimos drenar o sangue do pulmão e fixar as costelas fraturadas. Ele vai passar o restante da madrugada dormindo por causa dos sedativos pesados. Mas ele está estável.

Soltei o ar que nem sabia que estava prendendo nos pulmões, sentindo um alívio absurdo se espalhar pela minha espinha. O Dominic estava vivo e ficaria bem.

O restante da madrugada passou arrastado, minuto a minuto, como uma tortura de silêncio e queimação ácida no meu estômago. Eu não consegui voltar a dormir. Fiquei de vigília, sentada na cadeira, olhando para a porta de vidro duplo da UTI.

O dia terminou de amanhecer. O relógio marcava seis horas da manhã quando os passos rápidos de uma enfermeira quebraram a calmaria da ala médica. Ela veio direto na nossa direção, parando bem na minha frente com uma prancheta nas mãos e o semblante um pouco assustado.

— Senhorita Lombardi? O paciente do quarto principal acabou de acordar — ela disse, a voz saindo apressada. — O senhor Ferraro está extremamente estressado. Ele está tentando arrancar os acessos do braço, a pressão dele subiu e ele não para de procurar por uma garota. Pelas descrições que ele está rosnando para os plantonistas, nós acreditamos que seja você. Se você quiser ir lá ver o paciente agora, eu posso liberar a sua entrada.

Meus olhos se arregalaram e eu me levantei da cadeira em um sobressalto.

— Posso entrar? — perguntei, sentindo as pontas dos meus dedos formigarem.

— Você terá apenas quinze minutos, não mais do que isso — a enfermeira explicou, ajustando os óculos no rosto. — Ele precisa ficar em observação total por causa do pulmão perfurado e as visitas estão proibidas para evitar infecções. Mas os médicos acham que ver você é a única coisa que vai deixar o Ferraro calmo o suficiente para não estourar os pontos da cirurgia. Se ele fosse um paciente comum, nós jamais liberaríamos a entrada a esta hora. Mas como ele é quem é...

Ela parou a frase no meio, mas eu entendi perfeitamente o que o silêncio dela significava. O Dominic não era um paciente comum. Ele era o homem que mandava na Itália inteira a partir daquela manhã, e ninguém no hospital tinha coragem de dizer "não" para ele sem temer pela própria vida.

Respirei fundo, enchendo os meus pulmões com o ar gelado do hospital, e arrumei o rabo de cavalo.

— Eu vou — declarei, a minha voz saindo firme. — Me leve até ele agora.

Antes de me direcionar para o quarto, a enfermeira me parou em uma sala de apoio ao lado e me entregou um avental cirúrgico, uma máscara descartável e propés para os pés. Ela explicou que, devido ao pulmão perfurado e ao pós-operatório recente, qualquer risco de contaminação por bactérias externas seria perigoso. Vesti a roupa de proteção rapidamente, ajustando a máscara sobre o meu rosto com as mãos trêmulas, focada apenas em chegar até ele.

Caminhei atrás da enfermeira pelo corredor gelado, sentindo cada batida do meu coração ecoar nos meus ouvidos. Paramos diante da porta pesada do quarto de isolamento. A mulher abriu o acesso e me deu espaço para passar, fechando a estrutura logo atrás de mim.

O som dos monitores cardíacos era a única coisa que quebrava o silêncio do quarto. O Dominic estava deitado na cama hospitalar, com o peito enfaixado subindo e descendo devagar. O corpo dele exibia o preço exato da destruição da arena: o olho direito estava completamente inchado e roxo, coberto por pontos cirúrgicos no supercílio, e vários cortes profundos ainda marcavam o seu rosto pálido. Ao me ver cruzar o limite da porta, os olhos bicolores dele se arregalaram de forma instantânea. O peito dele arquejou e a linha do monitor acelerou no mesmo segundo.

Aproximei-me da cama com passos rápidos, sentindo as lágrimas quentes vencerem os meus olhos. Segurei a mão direita dele, que estava cheia de acessos e fitas adesivas, apertando os seus dedos com força. Os dedos dele responderam na mesma hora, travando o aperto ao redor da minha palma com aquela urgência possessiva de sempre.

— Você está bem? — ele me perguntou. E eu tive que segurar uma risada, ele todo estourado e costurado, preocupado comigo.

— Sim, com certeza e você? — perguntei com um fio de voz, deixando o meu choro escapar enquanto olhava para o estado em que ele se encontrava.

— Estou bem... Estou bem, porra — o Dominic respondeu, a voz saindo extremamente rouca, um sotaque rascante e arrastado por causa da anestesia. Ele tentou forçar o corpo para cima, mas soltou um gemido abafado quando as costelas cobraram o preço. — Eu disse que ia voltar para você. Eu ganhei essa merda por você, Alessia.

Passei a minha outra mão pelo rosto dele com extremo cuidado, tocando a pele da bochecha que não estava ferida, sentindo o calor da pele dele contra os meus dedos gelados.

— Eu li a sua carta, Dominic... — confessei, a minha voz saindo embargada, os meus lábios tremendo enquanto eu sustentava o olhar fixo dele. — Eu nunca imaginei que tudo aquilo... E... eu nunca soube de nada.

O olhar do Dominic travou no meu, uma intensidade absurda preenchendo as suas pupilas no meio daquela palidez de hospital.

— Eu vou ficar com você — continuei, deixando as lágrimas lavarem o meu rosto enquanto eu acariciava os fios do cabelo dele. — Nós vamos ter todo o tempo do mundo agora, meu amor. Só que agora você precisa parar de lutar contra os médicos. Você precisa se recuperar de verdade para conseguir sair dessa cama e me proteger, entendeu?

Abaixei o corpo e encostei a minha testa de leve contra o ombro dele, sentindo o cheiro de antisséptico misturado à pele dele.

— Fica comigo — ele disse, quase implorando.

— Eu já estou com você sempre — disse sorrindo. — Você tem que ficar bem, Dodô. Por favor, fica bem — sussurrei o apelido baixinho, direto no ouvido dele, sentindo o peito dele tremer com uma respiração profunda.

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