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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 220

POV/ ALESSIA

Meus tênis derrapavam nos degraus de metal da escada de incêndio. O Jonas me puxava pelo pulso com uma força que quase deslocava o meu ombro, enquanto o Kaun cobria a retaguarda com a arma em punho. O eco dos tiros lá dentro fazia a estrutura de ferro vibrar debaixo dos nossos pés. O ar congelado da noite batia no meu rosto, mas o calor que subia no meu peito era sufocante.

Assim que pisamos no cimento do estacionamento dos fundos, o inferno explodiu ao nosso redor. Três carros pretos de vidros escuros estavam atravessados, com as portas abertas, e soldados da Sicília trocavam tiros de fuzil contra homens vestindo jaquetas de couro escuras. O barulho era ensurdecedor. Faíscas voavam dos capôs dos carros a cada impacto de bala.

— PEGUEM ELA! PEGUEM A GAROTA! — um grito estridente ecoou no meio do tiroteio.

Girei a cabeça e vi dois homens correndo na nossa direção. Tentei acelerar o passo, mas um deles foi mais rápido. O sujeito se jogou para a frente e os dedos dele se cravaram com violência no meu rabo de cavalo, puxando a minha cabeça para trás com um tranco que fez a minha espinha estalar. Soltei um grito de dor, o couro cabeludo ardendo como se estivesse pegando fogo.

— Vem aqui, garota de prata! — ele rosnou, o hálito podre de cigarro batendo no meu pescoço enquanto tentava me arrastar pelo chão.

Antes que ele conseguisse me firmar nos braços, o Jonas girou o corpo e desferiu uma coronhada violenta bem no meio do nariz do homem. O osso quebrou com um estalo seco. O sujeito largou o meu cabelo e caiu de costas no cimento, levando as mãos ao rosto ensanguentado. O Jonas deu dois tiros no peito dele para garantir e me empurrou para a frente.

— CORRE, ALESSIA! — ele berrou, disparando contra o segundo invasor que tentava avançar.

Minhas pernas se moviam por puro instinto de sobrevivência. Eu desviei do corpo de um soldado da Sicília caído na calçada, o chão manchado de vermelho ao redor dele, e corria pisando nos estilhaços de vidro dos para-brisas estourados. A agonia travava a minha garganta; o medo de ser levada dali e nunca mais ver o Dominic fazia o meu estômago queimar.

O Jonas abriu a porta traseira de um utilitário preto que estava com o motor ligado, roncando alto.

— Entra! — ele mandou, me empurrando para o banco de couro.

Caí de lado no assento, arfando, com o coração batendo na boca. O Jonas saltou para o banco do motorista e engatou a marcha, mas o Kaun bateu a mão no teto do carro pelo lado de fora.

— Espera aí! Eu preciso pegar uma coisa e já volto! — o Kaun gritou, a voz sumindo no meio de mais uma rajada de tiros que atingiu a parede do hospital.

— Kaun, volta aqui, porra! A gente tem que sair agora! — o Jonas esbravejou, mas o meu primo já tinha saído correndo de volta para a escuridão do corredor dos fundos.

Fiquei de joelhos no banco de trás, olhando pelo vidro quebrado da traseira, tentando entender o que estava acontecendo. Minha mente era uma confusão completa. Eu tinha dormido mal, poucas horas em uma cadeira dura, e o efeito do susto me deixava zonza. Os soldados da Sicília continuavam segurando o perímetro, empurrando os invasores para trás a base de bala, mas a estrutura do hospital parecia que ia desabar a qualquer momento.

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