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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 28

POV/ Alessia

Ao cruzarmos o pátio, vi o pequeno Cassian. Ele nos olhou assustado.

— Dom? O que aconteceu? — o garoto perguntou, a voz trêmula. — Ela está bem?

— Volte para os seus livros, Cassian! — Dominic rugiu. — Não olhe para o que não te interessa.

Dominic subiu as escadas em um ritmo frenético, os passos ecoando como tambores de guerra. Ao entrar no meu quarto, ele me jogou na cama com uma força que me fez perder o fôlego por um segundo. Antes que eu pudesse processar o impacto do colchão, o peso esmagador do corpo dele se lançou sobre mim novamente, pronto para continuar a punição que havia começado no chão da floresta.

Eu lutei. Era o que eu sabia fazer. Mordi o lábio dele até sentir o gosto metálico e quente do sangue invadir nossas bocas, um rastro salgado que selava nossa agressividade. Mas Dominic não recuou. Pelo contrário, ele soltou um sorriso curto e seco contra a minha pele, uma risada sombria que vibrou contra meus lábios, saboreando minha resistência como se fosse o vinho mais caro do seu estoque.

Ele lambeu o sangue dos próprios lábios entre um sorriso assustadoramente sensual e medonho, o olhar heterocrômicos fixo no meu, devorando o que restava da minha sanidade.

— Você tem gosto de desafio e de sangue, principessa — sussurrou, a voz carregada de uma promessa letal que fez meu baixo ventre latejar. — E eu ainda não decidi qual dos dois prefiro saborear primeiro.

Nesse momento, a barreira do meu ódio ruiu. Foi uma traição biológica completa. Senti meu corpo entrar em combustão; era como se o sangue nas minhas veias tivesse se transformado em lava, correndo frenético para um único ponto entre as minhas pernas que pulsava em uma agonia doce e desesperada. Minhas mãos subiram frenéticas e desajeitadas, enterrando-se nos cabelos úmidos da nuca dele. Eu o puxei para mim, querendo que ele se fundisse à minha pele, enquanto minhas unhas arranhavam suas costas largas.

Eu não lembrava mais de nomes, de vingança ou de medo. Tudo foi sobreposto por uma queimação visceral. Minha boca buscava a dele com uma fome que me envergonharia se eu ainda tivesse consciência. Em um movimento ousado, segurei a barra da camisa que ele ainda usava e, em um puxão desesperado, ajudei-o a livrar-se dela, sentindo o calor do peito nu dele contra meu top e seios, até ele o rasgar que suas mãos, calejadas e implacáveis, desceram para o meu top, puxando o tecido para cima com uma urgência que não pedia licença com brutalidade liberando os do que impedia de sentir pele, contra pele.

Dominic levantou o corpo e me olhou de cima e depois com as duas apertou meus seios e passou os dedos pelos bicos e depois rosnou na minha boca, um som animal de quem finalmente dominou o que buscava.

— Você é um pecado, que eu quero muito cometer.

Quando a boca dele encontrou meus mamilos eretos, sugando-os com uma voracidade que me fez soltar um grito agudo, eu perdi o juízo. Minhas costas arquearam da cama, meus dedos se enterraram nos ombros dele, e o mundo girou. Era um delírio de sensações: o cheiro de suor e sândalo, o som dos nossos gemidos abafados e a umidade densa que agora encharcava minha calcinha.

Tentei me sobrepor a ele, as pernas enroscadas no quadril dele, querendo montá-lo para acabar com o incêndio que me consumia. Eu queria o peso dele, queria que ele preenchesse o vazio insuportável que gritava dentro de mim. Mas, no auge do meu delírio, quando eu estava pronta para implorar sem perceber, Dominic se afastou abruptamente.

O súbito vazio de ar frio onde antes estava o calor dele foi como um soco. Ele se levantou da cama, o peito subindo e descendo com violência, os olhos nublados por um conflito interno que ele lutava para esconder sob uma máscara de fúria fria.

— É melhor eu sair agora — ele disse, a voz perigosa, ríspida, o som saindo das profundezas de sua garganta. — Não é um bom momento para estar perto de você. Se eu ficar, não vou conseguir parar.

A porta bateu com uma força que fez as paredes tremerem, e o som da tranca girando ecoou no silêncio do quarto como um tiro. Eu fiquei ali, seminua, ofegante e fervendo, odiando o fato de que, pela primeira vez, o monstro não tinha me vencido com força física, mas com o desejo que ele plantou na minha própria pele.

A porta bateu com violência e o som da tranca girando ecoou no silêncio do quarto como um tiro de misericórdia. Eu fiquei ali, sozinha, suja de terra e marcada, odiando cada fibra do meu ser pelo fato de que meu corpo ainda pulsava, clamando pelo rastro do calor dele.

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