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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 29

POV: DOMINIC FERRARO

Caminhar pelos corredores dessa escola era como visitar um museu de porcelana: tudo era caro, frágil e perfeitamente artificial. Os olhares dos outros pais eram como picadas de agulha; eles sabiam quem eu era, ou pelo menos o que o meu sobrenome representava nas sombras da cidade.

A semana mal tinha começado e já parecia um campo de minas. Logo cedo, a corrida, a tentativa de fuga daquela gatinha e aquele beijo... Merda. O gosto dela ainda estava na minha boca, e o modo como ela reagiu estava pirando a minha cabeça. Eu só conseguia pensar com o que tinha entre as pernas. Eu queria foder a minha prisioneira, queria foder a mente dela até não sobrar nada, mas eu parei. Eu podia ter continuado, mas parei, e aquela hesitação me irritava mais do que qualquer inimigo.

Soquei a parede do corredor com força. O estalo do impacto ecoou pelo silêncio polido, atraindo olhares horrorizados das pessoas à minha volta. Ignorei todos. Balancei a cabeça e respirei fundo; precisava focar no meu irmãozinho agora. Cassian era o mais gentil de nós, o menos sujo, e eu estava disposto a queimar o mundo para que ele continuasse assim. Lorenzo não estava na cidade para lidar com a burocracia, então o fardo era meu.

Entrei na sala da diretora. Ela estremeceu visivelmente, ajeitando-se na cadeira de couro desconfortavelmente. O cheiro de lavanda no ar era forte demais, incômodo demais.

— Bom dia — minha voz saiu plana, desprovida de qualquer emoção. — O que foi dessa vez?

Ela engoliu em seco e virou o monitor do computador para mim.

— Senhor Ferraro... agradeço a prontidão. O Cassian tem estado... disperso. Ele não entrega as tarefas e o rendimento caiu drasticamente. Mas o motivo do meu chamado é este.

A diretora deu o play no vídeo de segurança. No canto do pátio, vi o Cassian. Ele estava cercado por três garotos mais velhos. Um deles empurrava o ombro dele, rindo, enquanto o outro segurava o que parecia ser um caderno rasgado. O terceiro apenas observava, fumando um cigarro.

Cassian mantinha a cabeça baixa, as mãos cerradas em punhos. Dava para ver a tensão no corpo dele. Então, um dos garotos se aproximou, gritou algo e cuspiu no rosto dele. No vídeo, Cassian avançou como um animal enjaulado. Ele soltou um grito, acertou um chute que derrubou o cara no chão e partiu para cima. Ele só parou quando os outros dois garotos o jogaram no chão e o seguraram à força, até que dois seguranças entraram na imagem para acabar com a briga.

— E aqui — a diretora mudou a câmera — ele foi pego fumando atrás do ginásio outras quatro vezes. Eu falei com o seu outro irmão e ele me disse que resolveria, mas as notas continuam caindo e os incidentes aumentaram.

Merda, Lorenzo. Meu irmão não tinha me contado nada. O desgraçado estava tentando "filtrar" os problemas para eu não explodir, mas agora o problema estava na minha frente, em alta definição.

Olhei para a imagem do meu irmão caçula. O cigarro entre os dedos trêmulos era um soco no meu estômago. Cassian estava buscando escapes cedo demais, e a culpa era do mundo em que o forçamos a crescer.

— Ele está sofrendo bullying, diretora. E vocês não fizeram nada — eu disse, cruzando os braços. Meus olhos encontraram os dela. Ela percebeu naquele instante que o perigo ali não era o aluno, era o homem sentado à frente dela.

— Nós tentamos mediar, senhor Ferraro, mas a agressividade dele... — ela hesitou, ajeitando os óculos. — E, com todo o respeito, acho que a agressividade dele é uma resposta às possíveis negligências que ele sofre em casa.

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