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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 46

POV/ Alessia

Examinei o corpo rapidamente. Não havia vida ali. Puxei Cassian para perto, escondendo o rosto dele no meu pescoço, sentindo as lágrimas dele molharem minha pele. Eu precisava poupar o que restava da sua inocência, se é que existia alguma coisa sobrando naquele salão.

— Não, olhe para mim! Ele só caiu, Cassian. Ele está bem, você está bem. Foca na minha voz! — Eu menti. Eu mentiria mil vezes para que ele não carregasse aquele peso agora.

Enquanto eu o segurava, meu olhar fugiu para a porta onde Lorenzo e Killian tentavam entrar. Onde estava meu pai? Ele estaria morto sob aqueles escombros ou estaria lá dentro, dando as ordens para que o salão fosse explodido comigo dentro? A dúvida queimava mais do que a fumaça nos meus pulmões.

Arrastar Cassian por aquele labirinto de corpos foi a tarefa mais difícil da minha vida. Meus pulmões ardiam, o ar estava saturado com o cheiro metálico de sangue e o ozônio das explosões. Algumas pessoas surgiam na nossa frente, mas em questão de segundos elas caíam. Eu não conseguia virar o rosto para ver quem estava nos alvejando, mas as balas vinham de ângulos precisos. Guardas. Irmãos. Sombras protegendo a isca.

— Quase lá, Cassian... só mais um pouco — sussurrei.

A saída estava bloqueada. Nos escondemos atrás de uma mesa de carvalho que antes sustentava centenas de garrafas de cristal. Agora, era apenas madeira lascada.

— Alessia, para o outro lado! — O grito de Dominic cortou o caos.

Olhei de relance. Ele estava finalizando um homem com um tiro na testa, sem nem piscar. Reparando ali, escondida, percebi que ele era uma máquina de moer carne. Vi-o chutar um homem contra a parede e descarregar a arma no peito dele à queima-roupa. O rosto de Dominic estava respingado de sangue, e seus olhos de cores diferentes brilhavam com um prazer doentio e letal. Ele não estava apenas lutando; ele estava em seu elemento.

Comecei a correr para o lado oposto. O vestido prateado era um estorvo, pesado e longo demais. Peguei um caco de vidro grosso no chão, enfiei na trama do tecido e, com um puxão violento, rasguei a seda até a altura da coxa. Enrosquei os dedos no pano e puxei até que minhas pernas tivessem a mobilidade de que eu precisava.

— Vamos por ali! — apontei para Cassian.

Corri pelo salão, desviando de mesas, cadeiras e pedaços de coisas que eu nem sabia o que eram. Um homem tentou nos interceptar, mas eu me abaixei em um deslize fluido, as solas dos meus sapatos prateados derrapando no sangue que manchava o mármore. Disparei contra o joelho dele. O grito foi agudo, mas eu já estava de pé, correndo novamente. Uma outra explosão final nos portões sacudiu tudo, um barulho tão alto que fez meus ouvidos zunirem e o mundo perder o som por alguns segundos.

Foi quando a sombra dele bloqueou nosso caminho. Marcellos.

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