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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 48

POV/ Alessia

Dominic não olhou para trás. O som da sua voz, rouca e sem vida ao dar a ordem.

— Tira ela da minha frente. Leva para casa — disse seco, sem me encarar. Ele apenas virou as costas e se afastou, gritando para outro homem: — Tragam esse merda de lobo para mim!

O desprezo dele ao cuspir no chão antes de sumir na escuridão do salão pesou mais do que o hematoma que latejava nas minhas costelas. Fui arrastada para a saída; o silêncio no carro até o heliponto conseguia ser pior do que o barulho das metralhadoras minutos antes.

No helicóptero, o ruído rítmico das hélices cortava a noite, impedindo qualquer tentativa de conversa não que alguém quisesse falar. Cassian estava sentado ao meu lado, pálido como um cadáver, os olhos fixos em um ponto vazio no chão de metal. Ele ainda tremia; era a primeira vez que via tanta morte e ouvia tiros de perto. Peguei a mão dele. Estava gelada. Apertei com força, tentando transferir algum calor. Ele não reagiu de imediato, mas, após alguns minutos, os ombros cederam. Cassian encostou a cabeça no meu ombro e soltou um suspiro trêmulo, um som quebrado que me fez querer chorar, mas eu não podia.

Eu estava apavorada pensando no que aconteceria com meu pai e Lucca, deixados para trás naquela carniceira, mas o que realmente me tirava o sono era o que Dominic faria quando chegasse à fazenda.

Quando finalmente cruzamos os portões da propriedade dos Ferraro, a casa parecia um mausoléu. Lorenzo e Dominic ficaram para trás para terminar a "limpeza", o que quer que isso significasse no mundo deles.

— Vem, Cassian. Vamos tirar essa sujeira de você — sussurrei assim que entramos no hall silencioso.

Levei-o até o quarto. Preparei a banheira com água quente, o vapor subindo e embaçando os espelhos. Ajudei-o a se livrar do terno destruído, peça por peça, e deixei que ele fizesse o resto.

— Obrigada por me salvar. Você que foi minha guarda-costas — ele disse, a voz pequena.

Eu sorri para ele. — Você me salvou também, foi muito corajoso. Vou arrumar algo para você comer e já volto.

Quando ele saiu, envolto em um roupão grande demais, seus olhos ainda estavam distantes. Descemos para a cozinha em silêncio. O Canário estava encostado no portal da porta, mudo. Preparei um macarrão simples com manteiga e queijo. Era o máximo que eu conseguia fazer. Coloquei o prato na frente de Cassian e o forcei a comer algumas garfadas.

— Obrigado, Alessia. Por não me deixar sozinho lá. Eu... eu vou falar com eles. Vou contar que você me salvou. — Não importa agora, Cassian. Só descansa.

Tentei comer também, mas o cheiro da comida embrulhava meu estômago. A imagem do sangue saindo da minha boca e atingindo o mármore branco ainda estava vívida. A dor não era apenas física; era a percepção de que, para Dominic, eu tinha me tornado a traidora que se jogou na frente do inimigo.

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