POV/ LORENZO
Corro e salto do navio, caindo pesado no convés da embarcação menor. Abro o painel, puxando os fios com a memória muscular das ruas da Sicília. Ethan e Killian cobrem minha retaguarda do alto. Puxo o cabo, encosto os fios. O motor rugi.
— Vamos! — grito.
Killian salta do segundo andar usando uma corda de amarração, atingindo um atirador que ameaçava Ethan. É uma manobra arriscada, mas funcional. Parecendo o s-Sylvestre Stallone. O fato dele não sentir medo o torna implacável igual meu irmão.
— Sei que está divertido, mas terminei. Vamos! — Eu mantenho os olhos nos fixos no horizonte.
Ethan j**a gasolina no navio e ateia fogo ele incendeia a rampa de acesso, criando uma parede de fogo que nos separa dos homens que querem nos mata e pula dentro da lancha
Killian e Ethan trocam piadas rápidas, a adrenalina distorcendo o senso de humor deles.
Quando ele finalmente salta para a lancha, acelero ao máximo.
O motor ruge sob as minhas mãos e o casco corta a água escura de Gênova como um projétil de aço. Minha mente já está traçando a rota de fuga para mar aberto, mas um som agressivo corta a neblina atrás de nós: o grito metálico de motores de alto desempenho.
Olho pelo ombro. Duas lanchas negras. Mais rápidas. Coladas na nossa popa.
— Eles são rápidos demais! — Ethan berra, tentando estabilizar a mira para trás enquanto a embarcação salta nas ondas.
Vejo o brilho metálico sob a luz fraca do porto. O tubo. O ombro do atirador se ajustando na embarcação inimiga. No meu tabuleiro mental, o tempo desacelera. Eu processo a trajetória do projétil antes mesmo de ele ser disparado. É uma morte anunciada.
— PULEM! — Killian ruge.
Eu me lanço. A água gelada me engole no exato momento em que o mundo explode acima da minha cabeça. A onda de choque da granada de rojão atravessa o oceano e atinge meu corpo como um soco interno. Sinto a vibração em cada osso, mas mantenho os olhos abertos sob a máscara. O clarão alaranjado ilumina o abismo líquido, revelando os destroços da nossa lancha afundando como meteoros de metal incandescente.
Nado fundo. Uso movimentos hidrodinâmicos para avançar na escuridão sem deslocar a água. Ao meu lado, vejo Ethan lutando contra o choque térmico; os olhos dele vacilam. Killian estende a mão e segura o topo da cabeça dele com firmeza, forçando-o a se manter submerso enquanto os feixes de luz das lanternas inimigas varrem a superfície acima de nós.
Ficamos submersos no vazio até que as luzes se afastam. A boia de sinalização surge à frente, uma silhueta colossal e enferrujada. Subimos e nos esprememos para dentro da pequena escotilha de manutenção.
O espaço é ridículo. Três homens adultos, armados e equipados com Kevlar, amontoados em um cilindro de metal. Consigo ouvir o ritmo acelerado do coração deles.
— Isso é... aconchegante — murmuro.
— Três predadores presos em um aquário de metal — Ethan debocha, tentando acomodar as pernas.
— Só faltou o Dom aqui para fecharmos o quarteto. Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, espremidos em uma lata de sardinha em Gênova — digo, e uma risada curta escapa.
— Deus me livre, Ferraro — Ethan solta uma risada anasalada, a água salgada escorrendo de sua máscara de caveira. — Eu mal aguento você e o Killian juntos. Se o Dominic aparece, o mundo explode por excesso de sociopatia em um metro quadrado.

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