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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 60

( Um cap. um pouco maior por que é uma recontagem do que Alessia vivencioou... más agora pelo o ponto de vista do DOMINIC)

POV: DOMINIC FERRARO

Os conselheiros ajoelhados à minha frente começaram a ganir. Um deles, um velho de terno risca de giz que fedia a perfume caro e medo, tentou levantar o queixo.

— Ferraro, você não sabe o que está fazendo. Eu tenho dinheiro, tenho contatos no governo... diga o seu preço para me tirar daqui agora — ele gaguejou.

— O meu preço é o silêncio — respondi, sem desviar os olhos da porta. — Você vai esperar o Killian chegar para explicar por que a festa dele virou um necrotério. Se abrir a boca de novo, eu arranco sua língua.

Ele calou a boca. O silêncio durou pouco. A porta se abriu e o Ethan entrou, arrastando dois troféus: Luca e Leopoldo Lombardi.

Leopoldo estava com um corte feio na testa, o sangue escorrendo pelo rosto pálido. Ver aquele homem, o assassino do meu pai, naquele estado, fez um calor familiar subir pelo meu pescoço. O ódio de treze anos estava ali, ao alcance da minha mão.

— Ora, Leopoldo... parece que você se machucou no meio da confusão — caminhei até ele com uma calma predatória. Estendi a mão e pressioneimeu polegar com força exatamente sobre o corte aberto na testa dele.

Ele soltou um grito abafado, tentando recuar, mas o Ethan o segurou firme.

— Dói, não é? — perguntei, vendo o sangue dele sujar minha digital. — Mas não se preocupe. Sua filha está bem. Por enquanto.

Tirei o envelope pardo do paletó. Lorenzo já tinha feito a parte burocrática; os termos das rotas de Messina e Catânia estavam ali, detalhados. Só faltava a assinatura final, o selo de posse que o Lombardi se recusava a dar.

— O acordo está pronto, Leopoldo. Mas você sabe que entre nós as coisas não se resolvem com caneta.

Abri o envelope e tirei o documento. Estendi a mão e pressionei o polegar com força exatamente sobre o corte aberto na testa dele. Ele soltou um grito abafado, mas eu não parei. Enfiei o dedo na carne rasgada, remexendo a ferida com força, garantindo que o sangue jorrasse novo e quente. Vi a dor explodir nos olhos dele e sorri e deslizei o dedo sobre a linha da assinatura, manchando o papel de vermelho.

— Pronto. Agora está assinado com o que você mais valoriza: seu sangue. Faça tudo direito a partir de agora e eu te devolvo a Alessia em trinta dias. Viva.

Leopoldo cuspiu no chão, os olhos faiscando de ódio.

— Você é um animal, Ferraro. Não pode tocar nela, ela é uma Lombardi...

Não o deixei terminar. Acertei um murro direto no meio do rosto dele. O estalo do nariz quebrando foi música. Leopoldo desabou no chão e eu avancei, desferindo mais dois chutes nas costelas dele. Cada golpe trazia uma imagem: o esgoto, o choro do Cassian bebê, o corpo da minha mãe.

— Por sua causa! — rugi. Cada chute era uma sentença. — Por sua causa nós vivemos no inferno! Eu tive que virar um monstro para manter meus irmãos vivos enquanto você ostentava o que roubou de nós!

— Dom, chega! — Ethan gritou, segurando meu ombro para me afastar. — Você vai matar o desgraçado antes da hora.

Respirei fundo, sentindo o peito arder. Olhei para o Leopoldo caído, tossindo sangue.

— Você deveria agradecer, seu lixo — sibilei, limpando o sangue das mãos no lenço de seda do bolso. — Antes de eu conhecer a Alessia, meu plano era retalhá-la e te mandar os pedaços. Se ela está inteira depois desse tempo todo na minha mão, é só porque eu decidi que ela vale mais que a sua vida. Mas se você continuar latindo, eu mato você aqui mesmo.

A porta abriu novamente. Killian entrou. Ele estava em frangalhos, o cheiro de pólvora impregnado nas roupas e um ferimento de raspão no braço que parecia nem notar.

— Dominic — Killian chamou, a voz grave e urgente.

— Está tudo bem, Killian? — perguntei, tentando controlar minha respiração.

— Comigo sim. Mas é melhor você sair daqui agora — ele indicou o corredor com a cabeça. — Parece que está tendo um problema sério lá fora com a sua cativa e seus irmãos.

O nome da Alessia e do Cassian na mesma frase de "problema" foi o suficiente. Não respondi. Passei pelo Killian como um raio e saí correndo em direção ao salão em ruínas.

Corri pelos escombros, o coração martelando como nunca. Quando a encontrei, o Canário estava com a arma apontada para ela. Dei um tapa no cano da metralhadora dele.

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