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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 59

POV: DOMINIC FERRARO

Eu tinha um irmão para encontrar e traidores para executar. Mas, no fundo da minha mente, eu sabia que a explosão lá fora não era nada perto da guerra que estava acontecendo dentro de mim desde que a gente se beijou.

Pulei o balcão. O primeiro desgraçado que apareceu tentou erguer um fuzil. Não gastei bala. Alcancei o cano da arma, girei o corpo usando o peso dele como alavanca e bati a nuca do sujeito com força contra a quina afiada do mármore. Ouvi o estalo seco do osso partindo. Ele apagou antes de tocar o chão. Um a menos.

O salão era um labirinto de fumaça e gritos. Vi Killian saltando do mezanino e Ethan fazendo a limpa, mas minha prioridade era a porta do Conselho. Lorenzo estava lá dentro, e eu deveria estar com ele. Falhei com meu irmão porque estava ocupado demais protegendo uma Lombardi. Esse pensamento me fez querer matar dez vezes mais rápido.

Quatro homens me cercaram perto da ala leste. O primeiro avançou com uma faca de combate. Segurei o pulso dele, girei o osso até ouvir o ligamento rasgar e tomei a lâmina. Em um movimento contínuo, enterrei o aço na base do crânio dele. Ele caiu como um saco de areia.

Os outros dois começaram a disparar. Rolei por trás de uma pilastra de concreto, saquei a pistola e descarreguei três tiros no peito de cada um. Vi os buracos se abrindo no tecido dos ternos caros e o sangue sujando a parede atrás deles. O quarto tentou correr. Não deixei. Corri, agarrei uma garrafa de vinho em uma mesa tombada e a quebrei na cabeça dele. Com o gargalo estraçalhado e afiado, rasguei a jugular dele de orelha a orelha.

O sangue espirrou no meu rosto, quente e salgado. Limpei os olhos com as costas da mão. Eu estava no meu elemento.

Através da fumaça, vi o vulto prateado dela. Alessia era rápida, corria puxando o Cassian pelo braço, mas estava sendo caçada. Vi um soldado mirar na direção dela. Eu estava no meio de uma briga com outro sujeito, mas disparei de longe, sem parar de me mover. A bala atingiu o ombro do atirador, jogando o corpo dele para o lado antes que ele puxasse o gatilho.

Ela achou que ele caiu sozinho, mas fui eu. Eu cumpro minhas promessas: ninguém toca no que é meu enquanto eu estiver olhando.

Lutei até chegar perto da sala do Conselho. Um cara enorme, um Capo regional que achava que mandava em algo, bloqueou meu caminho com uma submetralhadora. Chutei a arma da mão dele antes que ele estabilizasse a mira. Ele era maior, mas eu lutei em ringues onde a única regra era sair vivo. Avancei com um soco direto no plexo, tirando o ar dele, e segui com uma sequência de cotoveladas no rosto. Senti o nariz dele achatar sob meu golpe.

— Eu vou matar você, Ferraro — ele rosnou, cuspindo um dente misturado com sangue. — Vou roubar suas terras e usar aquela cadela prateada como meu caderno de anotações.

O mundo ficou vermelho. Não dei tempo para ele respirar. Acertei um gancho de esquerda na mandíbula e, quando ele cambaleou, segurei sua cabeça e bati meu joelho contra o peito dele, quebrando as costelas. Ele caiu de joelhos, engasgando. Peguei outra garrafa de uísque que estava no chão e a enterrei, com o vidro quebrado, no pescoço dele até o fundo. Inclinei-me no ouvido dele enquanto ele morria: — Ninguém encosta na minha cadela.

Larguei o corpo do Capo regional no chão. O sangue dele ainda escorria pela garrafa de uísque quebrada. Vi dois soldados avançarem pelo flanco em direção ao Ethan, que estava recarregando. Não pensei. Disparei duas vezes enquanto corria; a primeira bala estourou o joelho de um, a segunda atravessou o pescoço do outro. Ethan me deu um aceno rápido e voltou para a briga. Ele estava vivo. Menos um problema.

Corri em direção à ala do Conselho. Era lá que o Lorenzo estava. Chutei uma porta dupla de carvalho e o que vi me fez perder o pouco de racionalidade que me restava: um sujeito enorme estava com as mãos fechadas no pescoço do Lorenzo, batendo a cabeça do meu irmão contra a parede de mármore. O som do impacto foi seco. Eu não gritei.

Apenas ergui a pistola e disparei no ombro do desgraçado. O impacto do projétil girou o corpo dele para longe do Lorenzo. Antes que ele pudesse gritar, avancei e acertei um chute na base da mandíbula dele. Ele caiu mole.

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