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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 80

( Caso tenha algo erro de digitação; Desculpas, deixe o comentário eu volto corrigindo)

POV: ALESSIA LOMBARDI

Siena buscou o ar e soltou, mas seu rosto estava pálido. Ajeitou os cabelos para trás enquanto ele encarava ela sem dizer nenhuma palavra e os olhos dela permaneciam neele.

Eu continuei sentada na cama, olhando de um para o outro, sem entender a voltagem da eletricidade que estava queimando o ar entre os dois.

— Eii ? — o chamei, tentando quebrar o transe.

Ele não me ouviu. Ele deu um passo para dentro do quarto, fechando a porta atrás de si com um baque surdo, sem tirar os olhos de Siena, que instintivamente cruzou os braços sobre o peito.

— Eu perguntei o que você está fazendo aqui, ruiva maldita — ele sibilou, e eu nunca tinha visto o Lorenzo tão... instável, a não ser no dia em que ele achou que eu machucaria seu irmão.

Siena engoliu em seco, mas o queixo dela subiu.

— Eu... eu vim cuidar da Alessia! E você? O que você está fazendo aqui, seu brutamontes? Não aprendeu a bater na porra da porta?

Lorenzo soltou um riso seco, nervoso, que não chegou aos olhos. Ele parecia estar travando uma batalha interna sobre matá-la ou não.

— Seu patrão não vai gostar disso — ela disse, de cabeça baixa por um segundo.

— Quem te deu permissão para ficar desfilando de calcinha por aqui?

— Eu não estou desfilando, estou ajudando a Alessia! — Siena rebateu, a voz subindo uma oitava. — Fui trazida pelo cara do "olhar de mal e do olho esquisito". Ele me chamou para cuidar. Então, se você é só um empregado, faça o favor de se retirar. Além de um brutamontes violento, é tarado e sem educação.

— Lorenzo é... — tentei intervir.

— Cala a boca, Alessia — Lorenzo me interrompeu antes que eu pudesse concluir.

Eu levei um pedaço de chocolate à boca, os olhos saltando de um para o outro. Não sabia se intervinha ou se olhava e rezava para ficar tudo bem. Lorenzo não a mataria assim... ou mataria? Isso estava melhor que televisão.

— Empregado? — Lorenzo parecia que ia explodir. A veia no pescoço dele saltou. — Eu não bato para entrar na porra da minha casa.

— O que quer dizer? — ela perguntou baixo, olhando para mim.

— É... tipo... ele é o outro Ferraro, Siena.

— Droga! — ela soltou. Eu vi o medo genuíno atravessar os olhos dela. Siena tirou a toalha dos ombros e a enrolou no corpo às pressas.

Lorenzo apenas olhava cada movimento dela com a mão no coldre. Um silêncio perpétuo que durou alguns segundos. A tensão era tão palpável que eu fiquei sem ar.

— E eu te conheço — ele disse, a voz gélida. — Você é a mulher do casamento. Estava fugindo com os invasores, ajudando aqueles ratos!

— Eu não estava ajudando ninguém, eu estava fugindo da confusão que VOCÊS causaram, seu grosso! — ela tentou se explicar. Siena apertava os punhos com tanta força que parecia que ia sangrar a qualquer momento.

— Sei... eu mandei você esperar e, quando voltei, você sumiu.

— Claro! Queria que eu ficasse esperando você voltar para me matar?

Lorenzo, irritado, levou a mão à cintura e sacou a pistola, apontando para ela.

— E se eu te matar agora? — ele sibilou.

Me levantei da cama com cuidado.

— Lorenzo... — chamei. — No casamento dos Moretti ela trabalhava no bar, eu mesma vi ela lá. Você deve ter visto. Ela trabalha no L’Inferno, pode perguntar para a Luara.

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