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7 anos de casamento, um ultimato: “Filho ou divórcio!” romance Capítulo 225

POV ISADORA

Cinco anos depois, a vida tinha ganhado um brilho novo. E agora, ele estava todinho refletido em luzes penduradas num jardim enorme, onde Olívia ia casar, finalmente, com Caio, o homem que olhava pra ela como se ela fosse o último pôr do sol da Terra.

Eu cheguei mais cedo. A música suave, o cheiro de flores, as mesas com arranjos absurdamente lindos... tudo parecia saído de um sonho cuidadosamente coreografado. O tipo de sonho que Olívia merecia, caos zero, drama zero, só amor, risadas e um vestido que ela só aceitou depois que eu e Raul enchemos a paciência dela por duas horas.

A vida muda. Mas algumas pessoas continuam sendo nossas âncoras. Hoje, eu vim celebrar uma âncora.

Sofia corre até mim ou melhor, tropeça até mim

— Mamãe! — ela gritou, com a miniatura de vestido de noiva balançando até o chão.

Sim, porque Olívia decidiu que sua daminha seria “uma noivinha mirim”. E Sofia amou cada segundo.

— Você tá igualzinha a uma princesa — eu disse, levantando ela no colo.

Ela me agarrou pelo pescoço com aquele amor de criança que cura até pecado antigo.

— Papai falou isso também — ela sorriu, exibindo o sorriso sem um dos dentes da frente.

E claro que falou. Quando Dante olha pra nossa filha, ele derrete. Quando ele olha pra mim… bom, aí eu derreto.

Meu irmão, Lorenzo, aparece, elegante demais, guiando Elena pelo braço.

Ele havia voltado para seu país, casou com Elena e nos visitava uma vez por ano. E nossa viagem já estava marcada para o visitar em breve. Elena estava grávida e em alguns meses não poderia mais nos visitar.

Sim. Elena. A mulher que tinha destruído meu casamento com Heitor lá atrás. A vida é irônica, eu aprendi isso. Mas ela também é generosa quando a gente deixa ser. Elena me olha com aquele misto de culpa e carinho.

Lorenzo aperta minha mão, firme, cheio de amor.

— Obrigado por estar aqui. — eu murmura.

— Claro que eu estaria. — ele responde.

E, pela primeira vez, eu digo isso sem qualquer peso no peito.

A gente já fez as pazes há muito tempo. E por incrível que pareça… Elena se tornou alguém que eu gosto de verdade. Ela reconstruiu tudo com uma honestidade tão absurda que, um dia, percebi que continuava presa a algo que já tinha morrido. E eu escolhi soltar.

O perdão às vezes é só isso: uma chave que a gente usa para destrancar a própria alma.

A cerimônia começa As luzes diminuem. A música muda. E Sofia pega firme na minha mão, porque ela vai entrar sozinha.

— Filha, você arrasa. — eu digo.

Ela ergue o queixo; minha mini rainha. Corre pelo corredor, segurando um mini buquê e sorrindo como se tivesse nascido pra isso.

O pessoal suspira. Fotógrafos disparam flashes feitos loucos.

Olívia aparece logo depois.

E DEUS. Se existisse um Oscar pra noivas, ela levava. Vestido leve, mas dramático; cabelo preso com flores; olhos brilhando igual água de cachoeira.

Caio chora. A plateia chora. Eu choro. Dante não chora, mas o olho dele fica vermelho e isso, pra ele, é tipo soluçar em público. A cerimônia é um soco de beleza: votos bonitos, promessas sinceras, beijos apreensivos, risadas emocionadas. Tudo perfeito.

E então... minha mão é puxada. Levo um mini susto.

Dante me puxa pra trás de uma fileira de árvores iluminadas. Ele tá bonito demais num terno escuro, com aquele ar de CEO que comanda metade do país e, ao mesmo tempo, aquele olhar de quem me devora só com o pensamento.

— Precisei sequestrar você um minuto — ele diz, a voz baixa, quente.

— Dante… estamos no casamento. — eu rio.

— Eu sei. Mas você estava linda demais para eu continuar sentado lá.

Fico de frente pra ele, sentindo seu dedo tocar minha cintura, o rosto perto do meu.

— Sabe o que eu pensei vendo a Olivia entrar? — ele pergunta.

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