Pov Isadora
Ele quebrou o beijo por um instante, apenas o suficiente para arrancar a própria camisa e deixá-la cair sobre o blazer. Seus olhos, agora completamente escuros na penumbra, devoraram-me. Havia uma reverência na forma como suas mãos subiram novamente, desta vez para deslizar as alças do meu vestido pelos meus ombros.
O tecido, leve, cedeu ao peso, escorregando lentamente pelo meu corpo até formar um círculo escuro aos meus pés. Fiquei ali, exposta ao vento, ao sal, ao olhar dele, e senti meu corpo responder com um rubor quente, não de vergonha, mas de antecipação.
— Isadora... — meu nome saiu dos lábios dele como uma oração, um som rouco e quebrado.
Sua mão tocou a curva do meu seio por cima do sutiã, um toque leve, quase experimental. Eu arquei contra seu toque, um gemido mais audível escapando de mim. Foi o sinal que ele parecia esperar. Seus dedos encontraram as costas do meu sutiã, e com um movimento hábil, o fez se abrir. Quando a peça caiu, seu olhar desceu, e a respiração dele ficou presa.
Ele se curvou, e sua boca encontrou meu mamilo, e eu gemi baixo, minhas mãos enterrando-se em seus cabelos, segurando-o lá. A língua dele era quente, áspera, circulando a ponta sensível antes de sugar com uma força que fez minhas pernas vacilarem. A sensação era tão intensa, tão avassaladora, que as ondas rugindo aos meus ouvidos se transformaram em um zumbido distante.
Ele me conduziu suavemente para baixo, sobre o blazer que jazia na areia. A lã áspera contra minhas costas nuas era um contraste estranho com a suavidade de suas mãos percorrendo meu corpo. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, e seus beijos desceram pela minha barriga, cada um mais lento, mais intencional que o anterior.
Suas mãos abriram minhas coxas, e eu me senti aberta, vulnerável, mas incrivelmente segura. Quando sua boca encontrou o centro úmido e latejante de mim, por cima da fina barreira da minha calcinha, um tremor violento percorreu todo o meu corpo.
— Dante... por favor... — supliquei, minha voz um fio de som, minhas mãos se agarrando ao tecido sob meus dedos.
Ele olhou para mim, seus olhos faiscando com um misto de posse e devoção, antes de puxar minha calcinha para baixo, lentamente, descendo-a pelas minhas pernas até se livrar completamente dela. Ele se posicionou novamente, e desta vez não havia barreiras.
Seu rosto se aproximou, e a primeira lambida, lenta e plana, no meu clitóris, fez meu corpo se arquejar inteiro da areia. Um gemido gutural, primitivo, rasgou-se da minha garganta. Minhas pernas se abriram mais, meus quadris se levantaram para encontrar sua boca, buscando mais daquele contato divino e devastador.
Sua língua era um instrumento de tortura celestial. Ele me conhecia, cada curva, cada ponto de tensão. Ele circulou, pressionou, sugou, variando o ritmo, levando-me ao limite, recuando, e então levando-me mais alto ainda. Eu estava perdendo o controle, meus gemidos se tornando contínuos, mesclando-se com o som do mar.
Meus dedos se enterravam em seus cabelos, pressionando seu rosto contra mim, implorando, ordenando. A pressão cresceu dentro de mim, uma espiral apertada e quente no meu ventre. Eu estava à beira, ofegante, o mundo reduzido àquela língua, àquela praia, àquela noite.



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