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A Ascensão da Menina Indesejada romance Capítulo 110

Athena mal se virara para voltar à mansão quando um tropel de passos apressados irrompeu de súbito.

Ergueu os olhos e viu um destacamento de oficiais e soldados avançando, cercando por completo a Taverna Delight.

À frente vinha um homem trajando robes oficiais negros. Os olhos, agudos e penetrantes, cortaram o ar quando bradou: "Ninguém entra nem sai! Todos lá dentro, para inspeção!"

Assustada, Athena encolheu-se instintivamente dentro da carruagem, mas não tirou os olhos dos movimentos dos soldados.

Armados com lanças longas e em alerta máximo, os soldados bloquearam as entradas da frente e dos fundos do restaurante com rigor. O burburinho interno cessou no ato, substituído por um silêncio de morte.

Logo, as portas se abriram devagar. Alguns funcionários saíram primeiro, seguidos por clientes com o pavor estampado no rosto.

"Quem é o gerente aqui?" exigiu o oficial.

Todos trocaram olhares, mas ninguém ousou responder.

Então, um homem atarracado, de meia-idade, saiu às pressas do restaurante, curvando-se e fazendo salamaleques. "Senhor oficial, eu sou o gerente. Não sei o que aconteceu para merecermos sua visita, senhor."

O oficial resmungou, gélido: "Recebemos denúncia de atividades ilícitas no seu estabelecimento. Viemos investigar! É bom que todos cooperem. Quem tentar esconder alguma coisa não será tratado com delicadeza!"

Com um gesto, os soldados avançaram como lobos.

Não demorou para que o restaurante se enchesse de gritos de mulheres e súplicas de homens implorando misericórdia. "Piedade, senhor! Eu não fiz nada! Por favor!"

"Basta. Levem todos."

"Senhor, por favor…"

As portas do restaurante escancararam, e todos lá dentro foram arrastados para fora.

Um coro de espantos percorreu a multidão do lado de fora.

As mulheres mal tinham o que vestir, compondo um quadro tão insinuante quanto escandaloso.

Os homens cobriam o rosto, semidespidos, com marcas inconfundíveis de arroubos de paixão pelo corpo.

Não restava dúvida do que acontecera lá dentro.

"Ótimo! Bem feito!" uma mulher da multidão adiantou-se, falando com satisfação. "Era para ter fechado faz tempo. Só deixavam entrar homens, não mulheres. Claramente, isso aqui não era negócio de gente séria!"

Enquanto ela falava, mais oficiais saíam carregando montes de apetrechos de jogo.

As moedas apreendidas se amontoavam como um morro.

Os curiosos ferveram de indignação. "Agora entendi por que aqui vivia lotado! Tinha mulher e jogo correndo por baixo dos panos. Não é à toa que uns ficaram ricos da noite para o dia, enquanto outros perderam tudo!"

"No nosso império, a lei é rígida. Jogo é proibido. Essas pessoas ousaram afrontar a lei? Ou têm protetores poderosos, ou resolveram ignorar de vez Sua Majestade!"

A multidão foi se exaltando e, tomada pela raiva, começou a atirar o que tinha à mão contra o restaurante.

Observando da carruagem, Athena soltou um riso de desdém. Eloise e Willow tinham provocado um escândalo e tanto. Perguntou-se se o velho duque aguentaria o baque.

A notícia chegou depressa à propriedade do duque, mergulhando a casa no caos.

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