Se Margaret descobrir isso, com certeza não mostrará misericórdia. Tenha ou não sido algo instigado por Willow, ela ainda assim enfrentará punição conforme as regras da família.
No fim, Eloise não teve escolha a não ser ceder. "Vou perguntar."
Ela conteve as lágrimas, como se Athena a estivesse forçando a fazer algo indizível.
Ao ver isso, Athena sentiu apenas desdém. Lançou a Eloise um olhar gelado e entrou no quarto.
O cheiro de remédio pesava no ar. Willow jazia na cama, o rosto pálido como papel, os olhos bem cerrados.
Athena curvou os lábios num sorriso de escárnio. Apesar do tumulto lá fora, Willow seguia serena. De fato, tinha um autocontrole impressionante.
Eloise olhou para Willow deitada ali, e seus olhos se encheram de lágrimas outra vez.
Ela se aproximou e chamou com doçura: "Minha boa filha, acorde."
Willow abriu os olhos devagar e deu a Eloise um sorriso frágil. "Mãe, acabei de ter um sonho lindo. Você fez meu bolo de castanha preferido..."
O coração de Eloise se partiu ainda mais. Desde que Willow fora envenenada, sua saúde vinha definhando. Todos os dias precisava beber um chá de ervas amargo e desagradável.
E sempre que Willow o tomava, Eloise fazia bolos de castanha para ela.
Ao ver Willow tão frágil, Eloise não teve coragem de fazer a pergunta. Pensou: "Qual a diferença entre isso e enfiar uma faca no meu próprio peito?"
De repente, Willow notou Athena parada ao lado da cama, e o medo cintilou em seus olhos.
Chamou, fraca: "Athena, a culpa é toda minha. Por favor, não culpe a Mãe. Se houver algo, pode descontar em mim..."
A docilidade lastimosa de Willow dilacerou o coração de Eloise. Ela tentou por várias vezes perguntar, mas a garganta se fechou e as palavras não saíram.
Willow tentou se erguer, porém as forças falharam, e ela tombou de volta no colchão. O coração de Eloise doeu enquanto enxugava as lágrimas. "Não se levante. Você acabou de começar a se recuperar."
Ela lançou um olhar para Athena, que não dava sinal de ceder e, engolindo a dor, finalmente perguntou: "Willow, diga a verdade. Sua fuga teve algo a ver com a Athena?"
"Mãe", o rosto de Willow empalideceu de pânico, e ela rapidamente abanou a mão. "Não foi culpa da Athena. Foi tudo coisa minha. Não tem nada a ver com ela."
Falou enquanto lançava um olhar assustado para Athena e, em seguida, abaixou a cabeça depressa.
Eloise franziu a testa. Era evidente que Willow tinha medo de Athena.
Os olhos de Athena brilharam com frieza. "Se você queria mesmo ir embora, por que disse especificamente ao porteiro para não avisar a Mãe? Se estivesse decidida a fugir, podia ter saído discretamente pela porta dos fundos. Então, por que agora esse papel de vítima?"
As lágrimas logo brotaram nos olhos de Willow e escorreram pelo rosto. Ela sacudiu a cabeça, frenética. "Athena, não é assim."
"Então como é? Você não tem fingido ser fraca e lamentável o tempo todo?" Athena zombou, gélida, avançando para agarrar o pulso de Willow.
Nesse instante, Eloise se lançou à frente, pondo-se como escudo diante de Willow. "Athena, o que você pensa que está fazendo?"
Aquela defesa súbita transpassou o coração de Athena.
Se Eloise tivesse sido tão resoluta em proteger Athena quando ela foi punida a fazer reverência, talvez a velha enfermidade não tivesse voltado a atacar.
Contemplando o abraço apertado de mãe e filha, Athena de repente sorriu. "Por que tanta tensão, Lady Eloise? Só quero limpar meu nome e chegar à verdade.
Sentindo-se um pouco constrangida, Eloise desviou o rosto e assentiu. "Nicolas achou que foi ela quem a expulsou, então a puniu, obrigando-a a se curvar sob a chuva a noite toda. A velha enfermidade voltou a se manifestar."
Dentro do quarto, os soluços de Willow ficaram mais altos e desesperados. Seus prantos logo chamaram a atenção de Nicolas e Henry, que entraram às pressas.
Ambos ficaram alarmados ao ver o estado de Willow, as sobrancelhas se contraindo de preocupação.
Nicolas lançou a Athena um olhar carregado, contrariado. "Tínhamos combinado que a Mãe cuidaria disso. O que você fez?"
Henry, claramente irritado, acrescentou: "Willow está assim por sua causa. A culpa é sua."
Athena há muito se tornara imune ao favoritismo deles. Ignorou a ira dos dois e manteve o foco em Willow. "Então agora todos estão do seu lado. Está feliz? Quanto tempo vai continuar chorando antes de dizer a verdade?"
Willow caiu em outra crise de tosse violenta antes de, por fim, conseguir dizer: "Eu não queria que as coisas terminassem assim. Eu não sabia que puniriam a Athena. Minha partida não teve relação com ela."
Ela desabou na cama e clamou para Athena: "Athena, se você está com raiva ou magoada, desconte em mim. Foi só porque Nicolas tem tanto carinho por mim que ele perdeu o controle."
Mas as palavras não abalaram as suspeitas de Nicolas. Ao contrário, só reforçaram a crença de que Athena fora quem expulsara Willow.
O apelo desesperado de Willow soou apenas como uma tentativa de desviar a culpa.
Justo quando todos se concentravam em culpar Athena, ouviram a voz de Gwen do lado de fora da porta: "Se está claro que Lady Athena foi injustiçada, então é preciso dizer a verdade, e não chorar para confundir a situação."
Todos se viraram, surpresos, quando Gwen entrou, seguida de Siena.
Siena, claramente alheia ao que acontecera, assustou-se tanto que, ao entrar, imediatamente se curvou.

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