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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 255

“Sophia Sinclair”

Faz quatro dias desde aquela conversa.

Quatro dias desde que parei de fingir que conseguia tratar isso como algo passageiro, e ele parou de resistir a algo que já tinha perdido há tempo.

Não mudou tudo de uma vez. Não foi dramático, nem teve declaração de amor no meio da sala com música romântica ao fundo.

Foi mais silencioso do que isso, mais real. Pequenos detalhes que só fui percebendo com o tempo.

Como o jeito que ele me olha agora.

Não é mais só intensidade, nem é só desejo. É atenção, cuidado. Como se ele estivesse sempre me observando, mas não por protocolo… por escolha.

E isso muda muita coisa… exceto que ele continua sendo ele.

Continua dando ordens, continua revisando cada detalhe do perímetro como se o mundo dependesse disso. Continua com aquele controle irritante que me faz querer revirar os olhos a cada cinco minutos.

Só que agora sei o que existe por baixo disso.

Sei do peso que ele carrega desde a Lydia. Sei que quando ele diz que não pode errar, não é protocolo, é cicatriz. E sei que, mesmo assim, ele escolheu ficar.

— Para de me olhar assim — ele diz, encostado na ilha, sem levantar os olhos do tablet.

— Não estava olhando nada — respondo, pegando minha xícara.

— Estava — fala, finalmente me olhando, sorrindo de lado. — E preciso de foco esta manhã.

— Você sempre precisa de foco.

— E você sempre dificulta.

Deixo a xícara de lado e me aproximo devagar. Ele não recua, só inclina a cabeça na direção da minha, como se fosse o movimento mais natural do mundo.

— Hoje vou me comportar — murmuro, apoiando a mão no peito dele.

— Ouço isso toda manhã.

— E toda manhã é verdade — respondo, dando de ombros. — Por pelo menos duas horas.

Ele balança a cabeça, mas o sorriso não some. Então, vira levemente o rosto e me dá um beijo na têmpora, quase distraído, antes de voltar a atenção para o tablet.

É um gesto pequeno, mas me faz sorrir como uma boba.

— Vai ser um dia longo até a noite finalmente chegar — reclamo, me afastando.

— Vai ser um dia produtivo — corrige, rindo baixo.

Reviro os olhos, pegando a xícara novamente.

— Você é insuportável de manhã.

— E você é improdutiva — rebate, tranquilo. — Equilíbrio.

— Eu trabalho, sabia? — digo, voltando para a bancada e abrindo o notebook. — Inclusive, estou salvando a filial de um colapso enquanto você brinca de vigiar câmera.

— “Brinca” — repete devagar, deslizando o dedo pela tela do tablet. — Se alguém entrar aqui, você vai ser a primeira a reclamar que eu não estava “brincando” o suficiente.

— Se alguém entrar aqui, você vai surtar antes de mim — retruco, digitando. — Já vimos isso acontecer.

O silêncio que vem depois dura meio segundo.

— Aquilo foi protocolo — ele diz, automático demais.

— Claro que foi.

Dou um sorriso de lado, sem olhar.

Logo, entramos na nossa rotina habitual: ele sempre com os olhos fixos no tablet, eu concentrada no notebook, respondendo e-mails e revisando números que precisavam de atenção há dias.

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