“Ivy Collins”
De todas as maneiras que imaginei que minha noite terminaria, a última seria esbarrar com Lucas quando chegasse em casa.
Pior ainda: que ele me desse esse… ultimato. Nem um “e aí, Ivy? Como foi sua noite?”. Não. Porque Lucas Sinclair não pede, ele manda. E você que lute para obedecer.
Eu poderia negar? Sim.
Mas a verdade é que, no fundo, quero ouvir o que ele tem a dizer.
— Eu… — começo, mas a palavra morre na garganta quando ele me olha.
— Se você não quiser ir, pode falar — ele me interrompe, num tom mais suave. — Mas, sinceramente, eu queria que fosse.
E pronto. O “queria” me desarma de vez.
Por que ceder a ele parece tão fácil? Por que meu corpo tem esse péssimo hábito de me trair com tanta facilidade?
— Tá bom — murmuro. — Vou… me trocar.
Engulo em seco e, sem dizer mais nada, subo as escadas. Entro no meu quarto e me encosto na porta, quase com raiva de mim mesma por obedecer tão facilmente.
Ainda assim, troco o vestido por uma calça jeans e uma blusa de manga.
Quando volto, Lucas já me espera perto da porta. O olhar dele passa rápido por mim, como se registrasse algo que não pretende comentar.
— Pronta? — pergunta, abrindo a porta.
— Sim — respondo, mesmo sem saber para quê.
Seguimos para a garagem e entramos no carro em silêncio.
Enquanto Lucas dirige sem dizer uma palavra, fico olhando pela janela. Mas, quando estamos longe da mansão, é impossível controlar a curiosidade.
— Onde estamos indo? — pergunto, finalmente.
— Meu apartamento.
— Você tem um apartamento? — Viro o rosto para encará-lo, surpresa.
— Na verdade, tenho vários.
Claro que tem. Ele é bilionário. Provavelmente possui casas espalhadas por todo o país.
Volto a olhar pela janela, mordendo o lábio.
Por que ele está me levando para o apartamento dele?
Quinze minutos depois, Lucas estaciona em frente a um prédio todo em vidro e aço, no coração de Manhattan.
Saímos do carro, e ele me guia até o elevador privativo, que sobe direto para o último andar. Quando as portas se abrem, dou de cara com um apartamento.
E, meu Deus, que apartamento.
Piso de madeira escura, janelas enormes com vista para a cidade, decoração discreta, mas claramente cara.
Tudo grita Lucas Sinclair.
— Entre — ele diz, tirando o paletó e jogando-o sobre o sofá.
Dou alguns passos hesitantes, ainda tentando entender o que estamos fazendo aqui.
— Senta — diz, apontando para o sofá.

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