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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 257

“Alguns minutos antes… Blake Reeve”

Eu sabia que havia algo errado antes mesmo de conseguir provar. É o tipo de coisa que não tem explicação técnica. Não é protocolo, não é treinamento.

É o instinto que se desenvolve depois de anos fazendo esse trabalho, aquela sensação de que algo não se encaixa, que aparece quando os detalhes são corretos demais, alinhados demais, limpos demais para serem acidente.

A falha nas câmeras do perímetro foi o primeiro sinal.

Não porque falhas não aconteçam. Acontecem. Mas essa surgiu sozinha, localizada, sem nenhuma variação nos outros sistemas. Sem sobrecarga, sem erro real de sincronização.

Mandei um dos homens verificar pessoalmente, deixei Miller responsável pelo entregador e fiquei acompanhando tudo aqui a contragosto.

Longe o suficiente para não me distrair, perto o bastante para resolver qualquer coisa em segundos, caso meu instinto estivesse errado.

E, principalmente, perto o bastante para chegar até Sophia antes que qualquer coisa acontecesse, caso o instinto estivesse certo.

Fico monitorando os monitores, com os braços cruzados.

12h27. A voz de Miller vem pelo comunicador.

— Entregador e documentos identificados, Srta. Sinclair. Pode receber.

Fico de pé, com a mão na arma e os olhos fixos na câmera do corredor, esperando a posição do homem que foi verificar as câmeras para finalmente retornar ao apartamento.

O silêncio que vem depois é curto demais.

12h29. O alarme de incêndio é acionado no corredor leste.

— Miller, status — exijo, urgente.

— Estou indo verificar, senhor. Lopes está no QG, na porta ao lado. A poucos metros, acompanhando a entrega.

Meu corpo reage antes da mente completar o raciocínio.

Entregador. Falha nas câmeras. Alarme, menos de dois minutos depois de Sophia abrir a porta. Três peças que se encaixam rápido demais.

Os segundos seguintes se arrastam e eu conto cada um deles.

12h30. A voz de Miller finalmente volta.

— Alarme de incêndio confirmado como falso. Sensor defeituoso. Voltando para a posição da Srta. Sinclair.

É mais do que o suficiente.

Saio do apartamento no mesmo instante, batendo a porta atrás de mim. Cinco, seis metros. É a distância que separa os dois apartamentos.

Eu corro, mas não é suficiente para impedir que o filho da puta puxe Sophia para dentro. Em seguida, vem o som que eu mais temia: as travas de emergência sendo acionadas uma após a outra.

Clac. Clac. Clac.

A porra da fortaleza que eu construí para protegê-la agora está trancada contra mim.

— Torres! — vocifero no comunicador, já sacando a arma. — Plano Cerberus. Agora!

— Copiado, senhor.

Chego à porta e tento o cartão mestre. Negado. O sistema que projetei está completamente travado por dentro. A porta é blindada, reforçada, projetada para aguentar invasão por tempo suficiente para a equipe chegar.

Ironia do caralho.

Me agacho e vou direto para o painel lateral escondido. Digito o código secundário, depois o backdoor que só eu conheço. A tela pisca em vermelho duas vezes.

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