Tyler acordou pela manhã e Sara seguia dormindo ao lado dele, ao ver o tranquilo e sereno rosto dela ele sorriu, pensou e acariciar a macia e rosada pele, mas desistiu ao pensar que para ela poderia ser invasivo demais, ele suspirou e se contentou com aquela linda visão, mas para não assusta-la e nem incomodá-la, cuidadosamente ele levantou-se e saiu do quarto dela. Sara acordou e virou-se para o lado, sua mão deslizou pela cama, buscando ele, mas tudo que teve foi o perfume dele que permanecia no travesseiro, só então ela abriu os olhos, e se deu conta que já era manhã, Sara sentou-se na cama e olhou ao redor, buscando em sua mente indícios de que tudo que havia ocorrido no dia anterior não era um sonho, e ali ainda espalhadas pelo chão estavam todas as sacolas, ela sorriu, então fechou os olhos e tocou seus lábios, lembrando-se de cada beijo cuidadoso que ele havia lhe dado, o sorriso nos lábios dela se alargou ainda mais, logo optou por levantar, ao virar-se, ela avistou na mesinha de cabeceira uma flor, uma das muitas variedades que haviam no jardim, Sara sorriu, só podia ser ele, e realmente foi ele.
Após ter feito sua higiene matinal, ter buscado em uma das muitas sacolas um vestido e um tênis, Sara se vestiu e se olhou no espelho, sentia-se tão bonita e livre, sua mãe nunca havia lhe permitido usar estampas, dizia não ser elegante, mas Sara adorava, principalmente de flores, exatamente como aquele, era um vestido branco, com flores azuis, tinham mangas e um bonito decote. Sara saiu de seu quarto, ela caminhou pelo corredor atenta, em busca de Tyler, mas só o avistou quando estava descendo a escada, ele paralisou a olhando, em segundos ela já estava nos braços dele, o abraçando.
– bom dia passarinho, dormiu bem? – ele perguntou, mesmo sabendo a resposta.
– Sim, nem vi quando saiu do quarto.
– só sai pela manhã, perdão, mas não resisti em dormir ao seu lado. – ele sussurrou, ela sorriu sem graça, havia sido bom saber que ele havia dormido junto a ela.
– tudo bem.
– você está linda.
– obrigada. – ela respondeu enquanto se afastava um pouco, mas ele não deixou a distância ser concluída, ele segurou o rosto dela com delicadeza e a beijou, ela cedeu, estava ficando cada vez mais entregue a ele, seus beijos, seus atos de carinho,
– a flor que você deixou…é linda. – ela disse ofegante, ela sorriu de canto, então disse.
– acho que acertei, pois pelo visto, você gosta bastante de flores. – disse ele reparando um pouco mais no vestido dela.
– sim, amo flores. – ela sussurrou, foi então que o celular de Tyler tocou em seu bolso, ele soltou Sara e o pegou em seu bolso se dando conta de que era Lorence.
– é Loren. – disse ele e logo atendeu.
– oi Tyler, que bom que atendeu, está em casa? — ela perguntou na linha.
– sim, precisa de algo? – ele perguntou.
– sim, ia falar com Sara mas acho que ela não tem celular, Tyler você pode pedir pra buscarem Julie na escola, ela vai ficar com Sara, tenho uma coisa pra fazer e combinei com Sara que Julie ficaria ai. – Lorence não disse a Tyler do que se tratava, mas já sabia, afinal havia falado sobre com Sara durante a noite.
– não se preocupe, hoje estarei o dia inteiro em casa, eu mesmo buscarei Julie.
– Obrigada Tyler, vou indo, qualquer coisa me liga.
– tudo bem. – Tyler encerrou a ligação, olhou para Sara que seguia ali perto e sorriu. – acho que seus conselhos serviram bem, ela pediu pra buscar Julie pois ela vai ficar aqui com a gente. – Sara riu satisfeita e suspirou.
– quem sabe eles se reconciliam.
– bem…a pia da cozinha está vazando e eu não sei consertar, preciso que venha aqui dar uma olhada.
– eu não sou encanador Lorence. – disse ele ainda sério.
– E custa me ajudar? – ela perguntou já sentindo certa chateação,
– sim, chame um encanador.
– sério isso? quer mesmo que eu deixe um homem estranho entrar na casa que moro junto com nossa filha, sem nem saber da índole dele? Mas tudo bem seu babaca, eu peço ao Tyler pra vir ou mandar algum dos homens de confiança dele.
– ah por favor né Lorence, o Tyler tem o que fazer, não tem tempo pra estar consertando canos, e acha mesmo que algum daqueles homens é de real confiança? sendo que quase todos são assassinos. – Lorence revirou os olhos, estava começando a ficar irritada com a resistência dele, então decidiu jogar sua última carta.
– ok então, eu vou ver o que faço, vou procurar um encanador e agendar para um horário que Julie não esteja em casa, me sentirei melhor assim, obrigada por nada Patrick, tchau…
– Loren, espera, não chame ninguém, você tem toda razão, não é seguro, estou indo ai.
– obrigada Patrick. – disse ela, desta vez em um tom doce e manhoso, em seguida encerraram a ligação. – é, agora tenho que dar algum defeito na pia. – disse ela a si mesma, então levantou-se e foi até a cozinha, abriu o armário que escondia os canos da pia, logo abaixo da mesma, ela os olhou e viu uma emenda e teve a ideia. – se eu puxar vou conseguir soltá-los. – logo ela o fez, puxou, lhe custou bastante força, mas ela conseguiu os soltar, em seguida ela os encaixou de forma errada, e ao ligar a torneira constatou que estava vazando e comemorou internamente.

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