Tyler acordou atirado no chão do quarto de Sara, o quarto dele, completamente destruído, havia quebrado tudo, ainda sim, não tinha feito passar o que estava sentindo, quando se deu conta que só ela era capaz que resolver, ele pegou o urso dela, o apertou em um abraço e seguiu até o quarto dela, onde deitou-se tomado de raiva e descontentamento, a raiva não era exatamente do que ela havia feito, era uma mistura de medo, de frustração, saudade, e aversão a sua própria atitude com ela.
Tyler saiu do quarto de Sara, estava com a mesma roupa do dia anterior, cheirava mal, aquela camisa havia sido molhada, também tinha vômito dela e havia secado no corpo dele. Em passos automáticos ele seguiu até a sala, onde sentou-se, com o rosto coberto de lágrimas, estava totalmente fora de si.
Lorence entrou no quarto, Sara estava acordada, ela olhava um canto qualquer do quarto, enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, Lorence suspirou, se aproximou, secou as lágrimas e disse.
– preciso sair, tenho algo a resolver urgente.
– você volta, não é? – ela perguntou com a voz trêmula, Lorence deu um sorriso brando, acariciou o rosto dela e disse.
– claro que volto, não vou te deixar sozinha nessa, fica tranquila tá.
A caminho da casa de Tyler, Patrick dirigia enquanto procurava entender o silêncio de Lorence, era pesado, os olhos dela mostravam algo entre razão e descontentamento.
– vê bem o que vai fazer. – disse ele.
– não se preocupe, não farei nada mais que o necessário. – disse ela, mas Patrick não se contentou, pois em seus pensamentos o que Tyler precisava naquele momento era uns bons t***s.
Quando chegaram a casa de Tyler, Patrick estacionou o carro, juntos eles saíram do mesmo e foram embora direção a porta de entrada, Lorence parecia calma, mas Patrick a conhecia bem, por dentro estava pra explodir. Ao passarem pela porta, Tyler que ainda seguia no sofá chorando, levantou-se, então viu Lorence caminhou até ele, calma, ao chegar perto o suficiente o acertou com um tapa tão forte que o fez cair sentado no sofá.
– Lorence, calma. – Patrick pediu.
– calma o caramba, agora esse covarde vai escutar tudo que ele merece. – ela esbravejou, Tyler só levantou a cabeça para olhá-la. – você se vangloria de ser uma mafioso foda né? Você é só um covarde de merda, que abandona a mulher que diz amar quando ela não faz o que você quer, moleque mimado.
– ela me enganou. – disse ele em um som quase inaudível.
– pra começo de conversa, você que começou isso, a comprou como se fosse uma mercadoria, por que queria simplesmente usá-la, mas então você supostamente se apaixonou, a fez se apaixonar, mas agora ela não fez o que você quis, então a descartou sem se importar com os sentimentos dela.
– era meu sonho…– ele balbuciou, então sentiu mais um tapa, em seguida outro e outro, dos quais ele nem fez questão de se defender, no fundo sabia que merecia.
– mas é o medo dela, como você é egoísta, só pensa em você mesmo, se a amasse, entenderia que Sara não tem condições psicológicas pra gerar um bebê, Sara não sabe o que é ser mãe, ela não teve exemplo de uma boa mãe, e teme ser uma mãe tão ruim quanto a mãe dela era, ela teme seguir para o resto da vida fazendo coisas sem a sua vontade, sem consentimento, sendo usada, você tem noção do quanto iria doer nela ter seu corpo usado justamente pelo homem que ama? Doeria mais do que cada maldito abuso que ela sofreu do próprio irmão. – Lorence gritou.
– ela disse isso? – ele perguntou temeroso.
– disse, mas mesmo que não tivesse dito, qualquer idiota saberia, menos você, ou apenas se faz de sonso, como pôde fazer isso? Disse que a amava, a deixou criar expectativas de enfim ser amada, só pra depois a abandonar.

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