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A escolhida para gerar o herdeiro do mafioso romance Capítulo 57

Lorence voltou ao hospital, ao entrar no quarto, encontrou Sara dormindo, o rosto estava vermelho, sabia que ela havia chorado muito, ela suspirou, se aproximou e tocou o rosto dela, Sara então abriu os olhos.

– você voltou…– havia certo alívio na voz dela, como se tivesse cogitado a ideia de que, ela também a deixaria só.

– claro que voltei, como se sente? – ela perguntou em um tom compreensivo. – cansada e com calafrios, mas o médico disse que é normal nessa situação.

– vai passar, logo vai estar bem e vamos a uma boate juntas, desta vez vamos a uma daquelas que os rapazes dançam sem camisa. – ela disse em um tom divertido e Sara riu.

– Patrick não iria ficar nada feliz.

– não iria mesmo. – disse Lorence, então a viu suspirar.

– como vão ser as coisas agora, pra onde vou? – ela perguntou sentida, estava se reconstruindo com Tyler, não sabia por onde recomeçar sem ele.

– não se preocupe com isso agora, mas saiba que você tem a mim, estarei sempre a seu lado.

Cerca de duas horas haviam se passado, Tyler chegou no hospital, apressado e preocupado, na recepção ele perguntou por Sara, ao informar que era marido dela, o deixaram entrar. Tyler seguiu até o quarto de Sara em passos nervosos, então parou em frente a porta, mas logo tomou coragem e a abriu, o olhos de Sara pararam nele e Lorence cruzou os braços.

– Tyler…– ela sussurrou, nem esperava vê-lo mais.

– podemos conversar? – ele perguntou temeroso, ela balançou a cabeça afirmando.

– Estarei lá fora, se precisar é só chamar. – disse Lorence, em seguida saiu, Tyler se aproximou em passos cuidadosos, então parou em frente a cama, com os olhos repletos de lágrimas e se ajoelhou.

– me perdoa passarinho, eu estava fora de mim, eu nunca quis te magoar. – disse ele, ela já havia o perdoado, apesar disso, tinha medo que voltasse a se repetir

– eu te perdoo. – ela sussurrou, ele levantou-se, foi até ela e lhe abraçou, ela retribuiu o abraço, mas quando ele tentou beijá-la, ela esquivou.

– Sara eu…

– precisamos conversar Tyler. – ela o amava demais para não perdoá-lo, mas sabia que não poderia estar com ele se não houvesse uma conversa esclarecedora sobre aquele assunto.

– pode falar. – disse ele.

– desculpe por ter agido pelas suas costas, sei que errei, eu iria te contar, eu tentei, mas não consegui, eu estava com medo, ainda estou, eu não sou capaz de te dar um filho agora, não sou capaz de te dar a família feliz que você deseja, eu tenho medo, eu entendo que esse é seu sonho, mas eu não posso…– ela disse com lágrimas nos olhos, com medo de que ele a obrigasse a isso.

– eu não vou te obrigar, eu fui idiota demais em não ter entendido antes seus medos, na verdade fui idiota desde o início, quando decidi te comprar, você não é uma mercadoria, é uma mulher, a minha mulher.

– eu te amo Tyler, e doi em mim não poder realizar seu sonho, só Deus sabe o quanto eu daria tudo pra conseguir, pra ser tudo que você deseja, pra te satisfazer por completo.

– você é tudo que eu desejo Sara, se você não quer, não teremos filhos, mas eu preciso de você. – ele disse com desespero a ideia de perdê-la doía demais.

– eu não disse que não quero, disse que não posso agora, eu preciso de tempo, não sei quanto, mais preciso, talvez algum dia…

– passarinho, eu não vou te cobrar nada…vamos esquecer isso. – disse ele com um nó na garganta, era difícil para ele esquecer o sonho que nutria desde que era um jovem rapaz.

– Tyler, tem certeza disso, tem certeza que quer continuar comigo? – ela perguntou.

– eu que devo fazer essa pergunta, tem certeza que quer continuar comigo? é a segunda vez que te magoou, que falho com você, não foi um simples erro Sara, eu te abandonei sozinha aqui quando mais precisava de mim, e se não tivesse conseguido entrar em contato com a Lorence e o Patrick, sabe lá onde estaria agora e se estaria bem.

– eu quero tentar, eu te amo e acho que vale a pena. – Tyler suspirou aliviado, mas não totalmente, afinal ela havia dito que queria tentar, e não que tudo estava resolvido.

– eu entendo. – disse ela, em seguida o abraçou. – desculpe pelos t***s, eu estava muito chateada, e você precisava de um choque de realidade, não conheço Sara a tanto tempo, mas ela me conquistou com esse jeito doce, carinhoso e necessitado de carinho, e mesmo não a conhecendo a tanto, a tenho como uma irmãzinha caçula, e irei fazer qualquer coisa pra defender e cuidar dela.

– me alegra tanto que Sara tenha você na vida dela, e quanto aos t***s, eu mereci cada um deles. – disse ele então soltou um suspiro lembrando-se de algo e continuou falando. – meu tio Alessandro sempre falou que eu era impulsivo e mandão demais, e que a vida iria me dar uns bons t***s se não mudasse, ele tinha razão. – disse ele a fazendo rir.

– estava coberto de razão, por onde anda aquela peça rara? – Lorence perguntou se soltando do abraço.

– da últimas vez que falei com ele, estava em Roma, dando fim em alguém. – Lorence sorriu, balançou a cabeça em negação e disse.

– você sabe que ainda tem muito a resolver na sua vida, não é?

– eu sei, eu sei, com calma, primeiro preciso resolver as coisas com Sara, e cuidar dela.

– vai ficar aqui com ela?

– sim, é o meu dever, vai pra casa descansar, Patrick me falou que veio pra cá ainda pela madrugada.

– tudo bem, mas qualquer coisa me liga, venho correndo, vou me despedir dela. – Tyler assentiu, Lorence então entrou no quarto e foi até ela, ao lado da cama, ela acariciou o rosto de Sara, que abriu minimamente os olhos. – eu vou pra casa tá, mas qualquer coisa, é só pedir pra me chamar.

– tudo bem. – ela disse com a voz baixa e lenta.

– fica bem, te amo. – disse ela, em seguida abraçou Sara, ao se afastar, viu o sorriso nos lábios dela.

– também amo você. – ela sussurrou, enquanto Tyler olhava a cena com um sorriso no canto dos lábios.

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