A sala inteira ria.
Gustavo sentiu a irritação subir pela nuca como uma brasa acesa. Não sabia por que, mas vê aquela garota no chão... sua vontade era correr até ela para consolá-la.
- Chega - disse ele. A voz não foi alta, mas cortou o ar como uma lâmina.
O riso morreu instantaneamente.
- Alguém vai ajudar aquela tonta, ou vamos ficar aqui rindo igual crianças no recreio? - Olhando para ela seu pensamento era: Como alguém conseguiu chegar à idade adulta se colocando em perigo a cada dia?
Os funcionários se entreolharam, envergonhados. Ninguém se moveu imediatamente.
No corredor surgiram os que faltavam para a reunião. Henrique apareceu acompanhado de Clara, que carregava uma pasta de couro, e que a soltou assim que viu a irmã no chão.
- O que aconteceu aqui? - Henrique perguntou, ajudando Clara a levantar Marina.
A expressão de horror no rosto de Marina foi rapidamente substituída por um misto de alívio e vergonha.
- Marina! - Clara a puxou pelo braço, erguendo-a do chão. - O que você fez?
- Eu não vi o vidro - Marina sussurrou, ainda vermelha. - Juro que não vi.
- Clara, ajuda a sua irmã - Henrique disse, com um tom calmo. - Depois te passo o conteúdo da reunião.
- Vamos. - Clara já a conduzia pelo corredor, pegando alguns panos de limpeza que uma funcionária trouxera. - Tem um banheiro ali. Dá para secar suas roupas.
- Estou toda molhada - Marina gemeu, olhando para a própria roupa encharcada.
- Por isso mesmo.
As duas saíram, e a porta de vidro se fechou atrás delas com um clique suave.
Gustavo observou por um segundo. Apenas um.
Depois voltou a atenção para a sala.
- Vamos começar.
Ele tomou a cabeceira da mesa novamente, o olhar firme percorrendo cada rosto presente. Diretores, coordenadores, assistentes - todos agora em silêncio, atentos.
- O motivo de os sistemas estarem fora é simples: fomos atacados. - A voz de Gustavo era plana, mas cada palavra pesava como um tijolo. - Um espião dentro da empresa entregou informações sigilosas para a concorrência.
O burburinho que se seguiu foi abafado, mas palpável. Olhares se cruzaram. Suspeitas silenciosas começaram a germinar.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor
A história é boa, pena que hoje em dias, autores usem a IA para criar os enredos. Frases e modelo de escrita que estão saturadas. A gente lê e já sabe que houve uso da IA. Está difícil achar alguém que não use. Esses dias li uma história da Amazon, chamada "Um ponto de partida" da Jay Roslyn e do começo ao fim, fui lendo e dizendo pra mim mesma "se tiver indícios de IA, nem leio mais. Mas não tinha até pq quando a autora escreveu, era 2018. Pensa em como fiquei feliz por algo tão natural e bem elaborado. Essa daqui também está natural, mas infelizmente, os vícios de linguagem da IA, estão presentes. No mais, eu até que gostei bastante....
Também não consegui lê os últimos capítulos inteiros, mais amei a história, e o final, não teve enrolação! Parabéns pra quem escreveu 👏🏼...
Eu amei o livro, a plataforma não cobra em real?!Fiquei sem o ultimo capitulo, mas gostei muito da história....