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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 107

Marina estava parada em frente à porta do escritório de Gustavo há pelo menos um minuto.

Talvez dois.

Talvez cinco.

O coração batia tão forte que ela jurava que dava para ouvir do lado de fora. A mão, suspensa no ar, hesitava entre bater e fugir correndo de volta para o banheiro.

Ele me chamou. Ele quer falar comigo. Ele vai me demitir. No primeiro dia. Vai me demitir porque eu bati numa parede de vidro na frente de todo mundo.

Ela respirou fundo. Três vezes. Quatro.

Bateu.

- Entre - a voz veio seca, direta.

Marina empurrou a porta e entrou.

O escritório era amplo, iluminado por uma janela que ocupava a parede inteira. A vista lá de cima era impressionante, todo o complexo da Essência se estendia lá embaixo, os jardins bem cuidados, os caminhões de entrega, os funcionários minúsculos como formigas.

Mas Marina não conseguia apreciar a paisagem.

Seus olhos estavam fixos nele.

Gustavo estava sentado atrás da mesa, o terno escuro impecável, os cabelos castanhos meticulosamente penteados. Os olhos verdes a examinavam com aquela frieza que a fazia estremecer.

- Sente-se - disse ele, sem rodeios.

Marina obedeceu. Afundou na cadeira de couro, sentindo-se menor a cada segundo.

Ele vai me demitir. Ele vai me demitir. Ele vai me...

- Você está contratada.

- O quê? - a palavra escapou antes que ela pudesse conter.

- Contratada - repetiu Gustavo, a voz plana. - Não como estagiária. Como minha assistente especial.

Marina piscou. Uma vez. Duas. Três.

- Assistente... especial?

- Você vai manusear documentos confidenciais. Arquivos sensíveis. Relatórios que nenhum outro funcionário terá acesso. - Ele se inclinou sobre a mesa, os olhos fixos nela. - Cada departamento só pode acessar os arquivos correspondentes. E sempre que alguém entregar alguma coisa classificada como confidencial, você traz diretamente para mim. Entendeu?

Marina tentou processar. Não conseguiu.

- Eu... eu só ia ...

Gustavo pegou uma pilha de pastas, pelo menos umas dez e as colocou na borda da mesa.

- Isso é para hoje. Precisa ser organizado, catalogado e arquivado até o fim do expediente.

Marina se levantou para pegar as pastas. Os dedos ainda tremiam.

Foi quando aconteceu.

A pilha escorregou de suas mãos.

As pastas se espalharam pelo chão como cartas de baralho, algumas abertas, papéis voando, uma confusão completa.

- Ai, meu Deus - Marina sussurrou, ajoelhando-se no chão. - Me desculpa, eu não fiz por querer, eu...

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