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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 106

Gustavo voltou para o escritório com a mente ainda girando em alta velocidade. Os relatórios, os prazos, o sistema fora do ar, o espião, as campanhas perdidas, as fórmulas roubadas, tudo se misturava em uma névoa densa que parecia apertar cada vez mais seus pensamentos como um torniquete em sua têmpora.

A dor de cabeça, sua companheira constante, latejava ali, insistente, como se quisesse lembrá-lo do peso que ele carregava.

Ele nem bem sentou na cadeira quando a porta se abriu novamente.

Henrique entrou sem bater, como sempre fazia. O sorriso habitual estava ausente. No lugar, uma expressão de irritação mal contida, os lábios apertados, as sobrancelhas franzidas.

- Você está pressionando demais os funcionários - disse Henrique, fechando a porta atrás de si com um clique seco. - Esse clima de caça às bruxas não é nada bom. As pessoas estão nervosas. Com medo. Isso afeta a produtividade.

Gustavo não se deu ao trabalho de se levantar. Permaneceu na cadeira, os olhos fixos no irmão, avaliando cada microexpressão.

- Eu só quero pegar a pessoa por trás do vazamento - respondeu, a voz calma, medida. - Se os funcionários estão nervosos, talvez seja porque algum deles é o culpado.

- Ou talvez seja porque você chegou aqui há poucas semanas e já está tratando todo mundo como suspeito.

- Alguém entregou nossos segredos para a concorrência, Henrique. Isso não é teoria da conspiração. É fato. Temos as provas.

Henrique respirou fundo, passou a mão pelos cabelos escuros num gesto de frustração. Caminhou até a janela, olhou para o complexo lá embaixo, depois se virou novamente.

- E como é que vamos fazer com os arquivos agora? - perguntou, encostando-se na parede de vidro. - Precisamos das fórmulas. Das campanhas. O lançamento não pode esperar para sempre. Os investidores estão preocupados. O conselho está pressionando.

Gustavo ficou em silêncio por um momento. A mente trabalhava, conectando pontos que ainda pareciam soltos como peças de um quebra-cabeça sem imagem na caixa. Ele precisava de uma solução. E precisava de alguém em quem pudesse confiar.

Alguém que não estivesse contaminado pelo ambiente tóxico da empresa.

- Aquela garota que caiu hoje - disse ele, mudando de assunto. - Eu nunca a tinha visto por aqui.

Henrique franziu o cenho, claramente confuso com a mudança de direção.

- Ela começou a trabalhar quando?

- Hoje. É a estagiária nova. Por quê? O que ela tem a ver com isso?

Gustavo inclinou-se para frente, os olhos verdes brilhando com uma ideia que tomava forma em sua mente.

- Ótimo. Ela com certeza não é a espiã. É nova demais, não tem acesso a nada. Então vamos fazer com que ela seja a nossa assistente por enquanto.

- Como assim? - Henrique se afastou da parede, os braços cruzados sobre o peito, o olhar desconfiado.

- Qualquer arquivo com informação sensível - explicou Gustavo, gesticulando com a mão direita - só ela deve manusear. Pelo menos até encontrarmos o culpado. Ela imprime, ela organiza, ela distribui. Nada passa por ninguém só por ela.

Henrique arregalou os olhos, tão surpreso que descruzou os braços.

- Você está maluco, Gustavo? A garota nem sabe servir água, pelo amor de Deus! Ela andou em linha reta em direção a uma parede de vidro. Uma parede de vidro, Gustavo! E você quer confiar a ela o manuseio de arquivos confidenciais? As fórmulas que custaram milhões em pesquisa? As campanhas que definem o futuro da empresa?

A ASSISTENTE 1

A ASSISTENTE 2

A ASSISTENTE 3

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