- Você o quê?
Clara largou a caneta em cima da mesa como se tivesse queimado a mão.
- Assistente especial - repetiu Marina, com um sorriso que tentava ser humilde mas saía triunfante. - Do próprio gerente geral.
- Não é possível.
- É possível, sim. Acabou de acontecer.
Clara a encarou por um longo segundo, os olhos estreitados.
- Como assim? Você não sabe nem servir água! Por que diabos ele te deu um cargo desses?
Marina encolheu os ombros, afetando inocência.
- Sei lá. Talvez ele tenha reconhecido meu talento.
- Seu talento para o quê? Para bater em paredes?
- Para organização. Para eficiência. Para... - Marina fez uma pausa dramática - ...coisas que você não entende.
Clara deu um passo à frente, a indignação estampada no rosto.
- Você só está trabalhando aqui por minha causa, sua ingrata!
- E eu sou muito grata, viu? - Marina colocou a mão no peito, fingindo comoção. - Mas, olha, você trabalha aqui há anos e continua sendo secretária. Eu acabei de chegar e já fui promovida a assistente especial do chefe.
- Você quer morrer, é isso?
- Só estou dizendo...
- Eu sei o que você está dizendo. - Clara cruzou os braços, o maxilar travado. - E eu acho que esse novo gerente quer mesmo é falir a empresa.
Marina franziu o cenho.
- Como assim?
- Fazendo você se tornar responsável pelos arquivos importantes. Se der alguma merda, a culpa vai ser de quem? Sua. Ele vai te usar de bode expiatório.
- Para com isso, Clara. Você está com inveja.
- Inveja? - Clara riu, mas o som saiu sem humor. - Eu estou preocupada, sua tonta. Você não tem nenhuma experiência administrativa. E o cara já deixou tudo na sua mão. Isso não te parece estranho?
Marina quis rebater, mas as palavras ficaram presas na garganta.
Porque a irmã tinha razão.
Ela não tinha experiência. Nunca tinha trabalhado em escritório antes. Mal sabia usar uma impressora direito. E de repente, era a assistente especial do gerente geral, responsável por documentos confidenciais.
Isso não te parece estranho?
O interfone de Clara tocou, interrompendo seus pensamentos.
- Clara, pode mandar a sua irmã entrar? - a voz de Henrique soou do outro lado, suave e cordial.
Clara apertou um botão.
- Já vai, senhor.
Ela se virou para Marina.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor
A história é boa, pena que hoje em dias, autores usem a IA para criar os enredos. Frases e modelo de escrita que estão saturadas. A gente lê e já sabe que houve uso da IA. Está difícil achar alguém que não use. Esses dias li uma história da Amazon, chamada "Um ponto de partida" da Jay Roslyn e do começo ao fim, fui lendo e dizendo pra mim mesma "se tiver indícios de IA, nem leio mais. Mas não tinha até pq quando a autora escreveu, era 2018. Pensa em como fiquei feliz por algo tão natural e bem elaborado. Essa daqui também está natural, mas infelizmente, os vícios de linguagem da IA, estão presentes. No mais, eu até que gostei bastante....
Também não consegui lê os últimos capítulos inteiros, mais amei a história, e o final, não teve enrolação! Parabéns pra quem escreveu 👏🏼...
Eu amei o livro, a plataforma não cobra em real?!Fiquei sem o ultimo capitulo, mas gostei muito da história....