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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 93

Parte 1: A Descoberta

O banheiro do apartamento em Lisboa estava silencioso, exceto pelo som distante do chuveiro ligado no quarto ao lado.

Vivian segurava o teste de gravidez com as mãos trêmulas, os olhos presos nas duas linhas rosas que apareciam com uma clareza inegável.

Positivo.

Seu coração disparou.

Não era apenas positivo - era inquestionável.

A farmacêutica havia avisado que testes muito precoces podiam enganar, mas Vivian já estava com quase duas semanas de atraso. Os enjoos matinais que ela atribuía à ansiedade da mudança... o cansaço constante... os seios doloridos...

Tudo fazia sentido agora.

Ela fez as contas rapidamente.

A viagem de Eduardo ao Brasil. Dez dias em São Paulo para reuniões do conselho que não podiam ser feitas online - o primeiro período realmente longo separados desde que se mudaram para Lisboa.

Vivian sorriu ao lembrar.

Ele havia descido do jato particular como se estivessem separados há anos, não apenas dez dias.

- Vivian? O café está pronto! - a voz de Eduardo atravessou a porta.

Ela enfiou o teste no bolso do roupão, lavou o rosto com água fria e abriu a porta com um sorriso que esperava parecer natural.

Eduardo a observou imediatamente com aqueles olhos atentos que sempre pareciam enxergar demais.

- Está bem? Você está pálida.

- Só… um pouco tonta. Acho que levantei rápido demais.

Ele a puxou para um abraço, apoiando o queixo no topo de sua cabeça.

- Preparei algo mais forte para o café. Mingau e omelete.

Vivian soltou uma risada abafada contra o peito dele.

- Mingau? Desde quando você sabe fazer mingau?

- Aprendi com a Dona Lúcia por videochamada - respondeu com absoluta seriedade. - Inclusive tenho um caderno de receitas.

- Um caderno?

- Ilustrado.

Vivian escondeu o rosto em seu peito para não rir mais alto.

O homem que um dia não sabia nem esquentar comida no micro-ondas agora tinha um caderno de receitas ilustrado.

- Mingau parece ótimo - disse ela.

As semanas seguintes se tornaram uma sucessão de pequenos sinais que Vivian tentava desesperadamente esconder.

Os enjoos que ela disfarçava como “intolerância temporária”.

O cansaço que atribuía ao “fuso horário”, mesmo já estando em Lisboa havia mais de um mês.

As roupas que começavam a apertar discretamente na cintura.

Mas Eduardo, que aprendera a lê-la como ninguém, não parecia convencido.

A descoberta oficial aconteceu numa tarde de sábado.

Vivian estava de pé no meio da sala, gesticulando animadamente enquanto falava sobre uma nova exposição que queria trazer para a galeria, quando o mundo simplesmente escureceu.

Quando abriu os olhos novamente, estava deitada no sofá.

Eduardo estava ajoelhado ao lado dela.

Seu rosto estava tão pálido que parecia papel.

- Você acordou? - disse ele, com a voz trêmula de pânico. - Não faz isso comigo, Vivian. Não desmaia assim.

- Estou bem - murmurou ela, ainda tonta. - Só… levantei rápido demais.

- Você vai ao hospital agora.

Não era um pedido.

- Agora, Vivian.

No consultório, enquanto aguardavam os resultados dos exames, Eduardo segurava a mão dela com tanta força que os dedos de Vivian começavam a perder a cor.

Ela não reclamou.

Havia algo estranhamente reconfortante naquele aperto desesperado.

A médica entrou pouco depois, carregando alguns papéis e um sorriso que Vivian aprenderia a reconhecer como o tipo reservado para boas notícias.

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