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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 105

O banheiro corporativo da Essência Cosméticos era tão extravagante quanto o resto da empresa, mármore branco, iluminação indireta, torneiras de acabamento fosco. Mas Marina não estava em condições de apreciar o design de interiores.

Estava encolhida perto do secador de mãos, tentando desesperadamente secar a jaqueta jeans encharcada.

O barulho era ensurdecedor. O ar quente fazia seus cabelos voarem em todas as direções. E a água - a maldita água - parecia se multiplicar a cada segundo que passava.

- Você é a pessoa mais desastrada do mundo - Clara disse, encostada na parede de mármore, os braços cruzados. - Primeiro dia de trabalho, e já se meteu em uma cena dessas.

- Não foi minha culpa, foi só um pequeno acidente - Marina gemeu, ainda esfregando a jaqueta sob o jato de ar quente.

- Não foi sua culpa? Você andou em linha reta em direção a uma parede de vidro!

- Eu não vi o vidro!

- É tudo transparente! O que você queria ver? Uma placa piscando "cuidado, parede"?

Marina calou-se, porque a irmã tinha razão. E odiava quando Clara tinha razão.

O pior de tudo não era o constrangimento. Não era a roupa molhada. Não eram os copos descartáveis espalhados pelo chão.

O pior de tudo era ele.

Gustavo.

Ela não sabia explicar, mas quando ele a chamou de "tonta" - aquela tonta - uma irritação estranha se instalou em seu peito. Uma irritação que não vinha do acidente. Vinha de algo mais profundo, algo que ela não queria investigar.

- E aquele desalmado me chamou de tonta - ela soltou, sem perceber que falara em voz alta.

- Quem?

- O... o grão chefe. Você não sabe quem é?

Clara arqueou uma sobrancelha.

- Ele te chamou de tonta?

- Disse "alguém vai ajudar aquela tonta". Eu ouvi.

- E você está irritada com isso?

Clara sorriu sem se conter.

- Clara.

- Tá bom, tá bom. - Clara suspirou, coçando a nuca. - Olha, eu sei que ele é... difícil. Mas ele não está errado, Marina. Você foi tonta. Quase se machucou feio.

Marina não respondeu.

- Você vai acabar com a minha reputação aqui - Clara continuou, o tom de reclamação já mais leve. - As pessoas vão me conhecer como "a irmã daquela tonta".

Marina sacudiu a jaqueta na direção da irmã.

- Que grande reputação você tem? A chatonilda? - Marina continuou sacudindo a jaqueta enquanto Clara se esquivava. - Foi só um pequeno acidente.

- Foi só um pequeno acidente que metade da empresa viu.

- Metade, não?.

- A sala de reuniões estava lotada, Marina. Lotada. Diretores, coordenadores, assistentes. Até o segurança que ficou do lado de fora viu.

Marina enterrou o rosto na jaqueta molhada e gemeu.

- Eu quero morrer.

- Depois você morre. Agora vamos secar essa roupa.

O CURATIVO 1

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