Ele pressionou meu corpo até que eu estivesse sentada no degrau.
— Vamos começar com um beijo.
Noah segurou minha nuca e aproximou os lábios dos meus, passou a língua devagar, desceu os dedos pelo meu pescoço e, quando eu já estava com os olhos fechados,
ele simplesmente me soltou.
— Sempre apressada, Aurora. Precisa aprender a se controlar.
— Eu não te pedi nada! Nem ligo para a sua amante e não me importo com o seu sadismo de merda!
Noah sorriu.
— Ainda assim vai pagar o preço, e algo me diz que vou gostar de assistir.
Ele terminou de subir as escadas e eu esqueci completamente de comer. A pergunta que rondava minha mente era assustadora.
O que um homem como Noah Blanc poderia querer de mim que ele já não tinha?
Passei o dia com Helena. Ela estava mais empolgada do que eu com a demissão da assistente do meu marido.
— Aqui foi incrível! A senhorita Nunes sempre agiu como se mandasse no mundo. Ela tinha um cardápio especial por semana, preparado por um chef de cozinha só dela. Como a senhora fez isso?
Ergui o ombro e confessei.
— Não fiz nada.
Helena bateu palmas, animada, como se fosse uma criança comemorando a festa de aniversário perfeita.
— Então o senhor Blanc gosta mesmo de você, Aurora!
Abaixei a cabeça. Sabia que aquilo não era real, mesmo que alguma coisa dentro de mim quisesse muito que fosse.
— Bobagem. Provavelmente ele vai voltar com outro clone da minha irmã e colocar no lugar da senhorita Nunes. Homens como o meu marido não cedem, eles substituem o brinquedo.
Quando começou meu programa favorito de culinária, eu me despedi de Helena e fui para o quarto.
Assisti à competição de desconhecidos preparando pratos que eu nem gostava, com o único objetivo de agradar os paladares de avaliadores metidos.
Uma idiotice que eu não assistia há quatro anos e que agora não parecia mais ter graça alguma.
Tomei um banho demorado e Noah chegou quando já tinha anoitecido.
Jogou joias e sapatos sobre a cama.
— Vista e desfile para mim, Aurora.
Nenhum pedido de desculpa, nenhuma explicação. Quis pegar um daqueles saltos e usar para furar os olhos dele.
— Você estava transando com ela agora há pouco. E agora quer que eu desfile para você? Não vou me sentar na mesa de pernas abertas, se é o que espera de mim.
— Está com ciúmes?
— Não!
Noah continuou sério e apontou novamente para as sacolas.
Caminhei até a cama e abri o primeiro pacote. Um conjunto simples de calça e blusa de seda.
Ele se levantou e ajustou o tecido da gola. Senti o volume na calça dele contra as minhas costas. Me virei e olhei para baixo, curiosa.
Noah não estava assim quando abriu a porta do escritório. Eu teria percebido se estivesse. Uma sensação boa tomou meu peito. O show da assistente não tinha provocado reação nenhuma nele.
Ele me desejava agora.

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