— O que diabos você está fazendo aqui, sua maldita? — rosnou entre dentes, a voz baixa e ameaçadora.
Astrid sorriu. Um sorriso lânguido, sedutor, como uma serpente que se enrola em volta da presa antes de injetar veneno. Ela parecia confiante em seu poder de envolvê-lo.
— Fiquei curiosa. Queria ver com meus próprios olhos essa sua noivinha angelical. Que surpresa decepcionante... ela parece tão frágil demais. – Astrid levou a mão ao rosto dele, mas Vitório se esquivou de seu toque. – Essa mosca morta nunca vai te fazer sentir o que sente comigo. Ela nunca vai te fazer feliz, não vai te dar prazer como eu. E nem mesmo será capaz de dizer se está gostando ou não de seu toque no corpo dela.
O maxilar de Vitório travou, as veias do pescoço se destacaram, pulsando como fios elétricos. Seus olhos estavam escuros quase negros, uma tempestade prestes a desabar e consumir tudo. Ele pressionou ainda mais o corpo contra o dela, prendendo-a com fúria contida. Sua vontade era torcer o pescoço dela.
— Não ouse falar de Lucila. Sua boca não é digna de proferir o nome dela. – as sobrancelhas de se uniram, suas pupilas estremeceram, buscando controle para não agredi-la. - Você está ultrapassando todos os limites, Astrid. Já deixei claro que não existe mais nada entre nós desde que você traiu a minha confiança e roubou minha família. Eu não vou te avisar de novo. — cuspiu as palavras com desprezo.
Ela manteve a pose, mas seus olhos brilharam com lágrimas falsas. A encenação de sempre. A mulher abandonada, ferida. A amante traída. Ela já tinha praticado esse número inúmeras vezes desde que ele a deixou naquela noite onde ela confessou causar a ruína da família Darius.
— Você me prometeu um futuro, Vitório. Você me deu isso — ela levantou a mão, mostrando o anel de noivado que ele lhe deu três anos antes. — Eu nunca tirei. Nunca. O seu futuro é comigo, ao meu lado. Nosso amor não pode acabar por causa dessa sua atitude inflexível. Ninguém vai te amar e ser para você o que eu sou.
Ele riu. Um riso amargo, escuro e perigoso.
— Você não passa de uma vadia golpista. Se eu te pegar perto da Lucila de novo... você vai pagar caro por isso. Não teste a minha paciência, porque você sabe que eu não brinco quando se trata do que é meu.
Astrid perdeu o sorriso. As lágrimas escorreram, banhando seu rosto maquiado, agora talvez verdadeiras. O orgulho ferido dilatava suas narinas. A humilhação faiscava em seus olhos.
— Eu te amo, Vitório. Você é o único homem que eu amei de verdade! Você não pode me abandonar, e fingir que nada do que tivemos foi real. – Astrid fungou, e tentou tocá-lo de novo. Vitório deu um tapa na mão dela, seus dentes trincados de raiva. - Se acha que vai me descartar... se acha que vai ficar com ela e fingir que eu não existo... você vai se arrepender! Eu juro que vai!
Ele agarrou o braço dela e a puxou bruscamente, arrastando-a em silêncio pelo corredor lateral até a porta de saída de emergência. A cada passo, seus ombros tremiam, a respiração acelerada, os punhos cerrados. Ele era uma bomba prestes a explodir. Essa maldita serpente traiçoeira!
Ao empurrá-la para fora, sua voz saiu grave, carregada de ódio.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Muda do CEO