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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 22

Lucila

O vento gelado cortava o rosto, balançando seus cabelos. A noite estrelada era uma obra de arte, e ela a admirou com um leve sorriso nos lábios.

Sabia que não deveria estar no jardim àquela hora da madrugada. Deveria estar dormindo, porque o amanhecer traria o dia mais importante de sua vida. O dia de seu casamento.

Mas a insônia, sua companheira implacável, novamente não a deixou descansar. Lucila sofria com esse mal desde quando Felipe morreu, naquela noite de verão terrível.

Ela esfregou o rosto para espantar aqueles pensamentos.

Já tinha muito com o que se preocupar.

Após aquela cena na piscina dos Darius, ela e Vitório não se viram mais. Ela tentou falar com ele umas três, mas ele sempre estava muito ocupado, agilizando as coisas na Acrópole para poder viajar em lua de mel.

Vitório tinha acabado de voltar para a holding, provavelmente está cheio de trabalho e com prazos apertados. Lucila compreendia que não devia exigir atenção dele nesse momento, entendia que a situação dele era bem tensa e complicada junto à Acrópole.

Mas não podia negar que pensou em várias formas de falar com ele sobre o que aconteceu na piscina.

Pular atrás dele na piscina foi uma estupidez, tinha que admitir. Os Darius nadavam desde muito jovens, e o seu noivo era um exímio nadador. Só que essa compreensão fugiu de sua mente quando ele afundou na piscina, e o instinto de salvá-lo.

Lucila girou o anel de diamante azul que refletia a luz do luar.

Queria se desculpar por protagonizar uma cena tão patética, e acabar gerando problemas entre ele e o pai. Otávio estava irado quando Vitório saiu da piscina com ela nos braços, ela ficou tão constrangida pelo que seu futuro sogro e seu melhor amigo viram, que nem mesmo quis esperar suas roupas secarem.

O caminho de volta para casa foi silencioso e estranho. Ele a envolveu em um roupão quente e a acomodou em seu carro esportivo, sem dizer uma palavra. Era evidente que ele estava zangado por ter sido repreendido, e ela não quis forçar qualquer comunicação.

Até porque, seu noivo não entenderia uma palavra que dissesse em Libras.

Quando chegaram à casa dela, ele se desculpou com uma expressão séria e carregada, e em seguida foi embora, a deixando na porta de sua casa. Ele mal tinha virado as costas, e ela já estava sentindo falta de sua presença, de seu calor, de seus braços fortes em torno do corpo dela. Da boca máscula, exigindo a abertura da dela, a ensinando o que era um beijo de verdade.

Vitório teria percebido o quão desconcertada ela ficou quando sentiu aquela coisa pressionando sua intimidade? Não, ele não parecia concentrado nisso naquele momento. Ele estava explorando a boca dela, as curvas de suas coxas, o gosto dos dois se misturando, a língua dela sendo sugada como uma iguaria rara.

Abraçou os joelhos encostando o rosto neles.

Jamais imaginaria que seu corpo era capaz de tais reações. Calor, ânsia, urgência que eu nem sabia pelo que, arrepios de ...prazer... e desejo.... Desejo que a inebriava assim que sua boca era tocada pela dele.

Sempre pensou que fazer amor com a pessoa amada era algo calmo, tranquilo e doce. Mas o que sentiu com os beijos de Vitório e com os seus toques mais íntimos, era muito diferente disso. Não era nada calmo, tudo fervia em caos e desespero em sentir as mãos dele por todo seu corpo.

Era possível que ela fosse um caso à parte. Talvez por represar tanto seus sentimentos se sentisse assim perto dele, mas com o tempo, seria diferente. Certo?

“Não é possível que eu entre em combustão toda vez que ele me beijar, certo?” ela se perguntou, em seguida soltou um suspiro cansado. “Eu não posso ser uma aberração até nisso. Ele é um homem experiente e que sabe bem como fazer amor, se eu o decepcionar, ele não vai ficar comigo.” Pensou angustiada.

“Oh meu Deus, o que eu faço...?”

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