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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 472

POV: SAVANNA

Saí do quarto após avaliar a Luna e os bebês que dormiam tranquilos no berço ao lado, enquanto o Supremo mimava sua companheira com devoção. Assim que me virei, quase dei um pulo ao ver Jasper encostado na parede do corredor.

— Que susto! — exclamei, pousando a mão no peito. — Há quanto tempo está aí parado?

— Desde que você me abandonou no altar e correu para se esconder aqui com a Airys. — ele provocou com um sorriso safado de canto. — Como eles estão?

— Bem, são tão pequenos e fofinhos... foi o meu primeiro parto e veio em dose dupla! — falei sem esconder a animação.

— São gêmeos? — Jasper arregalou os olhos, surpreso. — Achei que um dos bebês tinha morrido...

— Pelo jeito eram trigêmeos... — murmurei, abaixando a cabeça por um instante. — Parece que a Deusa enfim resolveu abençoá-los com felicidade depois de tanta dor.

Notei os olhos amendoados de Jasper fixos nos pequenos pelo vidro da porta. Havia um brilho diferente ali, uma mistura de emoção e admiração.

— Você quer entrar para dar um oi?

— Não, deixe eles aproveitarem este momento único... merecem depois de tudo o que passaram. — Ele se virou para mim com um sorriso largo. — Até porque depois vou ter tempo de sobra para estragar esses novos pestinhas como faço com os mais velhos.

— Jasper! — o repreendi, rindo, batendo em seu ombro. Mas ele agarrou minha mão com rapidez, me girou e me prendeu contra a parede. — O que está fazendo?

— Começando nossa lua de mel, Savanna... — Jasper sussurrou malicioso, prendendo minha boca em um beijo carregado de desejo e devoção. Sua língua explorava sem pressa, profunda, provocante, mordiscando meus lábios antes de afastar-se só o suficiente para colar nossas testas. — Quero te levar a um lugar, minha companheira.

— Preciso trocar de roupa e... — falei entre arfadas, tentando recuperar o fôlego.

— Não vai precisar delas em breve. — Um sorriso insinuoso curvou seus lábios finos, e seus olhos amêndoa cintilaram com promessas indecentes. Jasper estendeu a mão para mim e, com a voz baixa e provocante, completou: — Você confia em mim?

— Sempre, até aceitei me casar com você. — Provoquei com um sorriso atrevido.

Ele me puxou de volta para um beijo faminto, profundo, que me deixou arfando antes de conseguir me soltar.

Caminhamos até o meio da mata e, como ele havia prometido, nossas roupas foram esquecidas pelo caminho. Nossos corpos se transformaram em lobos, correndo lado a lado sob a luz prateada da lua. A floresta ecoava com nossos passos, e a sensação de liberdade queimava por dentro.

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