POV: AIRYS
— O quê? — Arqueei as sobrancelhas, sem acreditar. — Você só pode estar de sacanagem comigo, Savanna...
Daimon piscou rápido, atônito, antes de entregar nosso filho para a enfermeira com um cuidado quase reverente. Voltou correndo para o meu lado, tomou minha mão entre as dele e acariciou meus fios molhados de suor, tentando me acalmar enquanto parecia ele próprio enlouquecer de nervoso.
— Meu amor, estou aqui... respira comigo. — Ele murmurou com ternura.
Juntei toda minha força, gritei, empurrei. O corpo inteiro tremia, os dentes cerrados, o suor escorrendo. Mais uma contração veio rasgando por dentro, e eu apertei a mão dele como se fosse quebrá-la.
— Mais um pouco, Luna! — Savanna orientava firme. — O bebê já está coroando, força!
Com mais três empurrões, sentindo a pele arder e o corpo estremecer até a alma, outro chorinho preencheu o quarto, mais alto, mais forte, ecoando junto com o meu suspiro trêmulo de alívio.
Meus olhos se encheram de lágrimas, e meu coração pareceu explodir dentro do peito. Dois... dois filhos.
Daimon, ainda trêmulo, gargalhou nervoso e emocionado, olhando para mim como se eu tivesse acabado de vencer uma guerra sozinha.
— Minha Deusa... dois de uma vez... você é inacreditável, Airys.
— É uma menina. — Savanna anunciou com a voz embargada, emocionada, colocando o pequeno ser nos braços de Daimon.
Ele a recebeu como se fosse feita de cristal, o olhar duro e predador dele suavizado de um jeito quase inacreditável. Seus olhos brilhavam, e a forma como a aninhou contra o peito denunciava o quanto já estava perdido de amor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO