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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 134

(Ponto de Vista de Ryker)

Fomos direto para o meu quarto. Já não existia mais a menor possibilidade dela ficar sozinha, agora ou em qualquer outro momento. Não depois da noite passada e de eu ter acordado com ela esta manhã. Nós não podíamos ficar longe dela. Por dentro, meu lobo choramingava diante do estado frágil em que ela se encontrava, e eu lutava para ignorá-lo, porque precisava ajudá-la enquanto ele não podia fazer absolutamente nada.

— Tire as roupas dela, Alfa. — A nossa curandeira principal disse assim que entrou no quarto. — Você precisa aquecê-la. Debaixo das cobertas, agora.

Não perdi nem um segundo pensando. Quando Bennet se aproximou para ajudar, meu lobo reagiu na hora, soltando um rosnado baixo. Na cabeça dele ainda existia aquela ideia de que havia algo entre os dois. Bennet pareceu ficar magoado com a reação, porém naquele momento eu simplesmente não tinha como me preocupar com isso.

— Greta, por favor, ajuda aqui.

Ela entrou em ação imediatamente, sem dizer uma palavra. Toda a nossa atenção precisava estar voltada para mantê-la viva naquele instante.

— Tem mais alguma coisa que eu possa fazer? — Perguntei, olhando para a curandeira.

— Seria útil, e também aceleraria as coisas, se ela fosse marcada.

— Não! Ainda não sabemos se isso pode machucá-la. Eu não quero piorar as coisas. — Enquanto a curandeira e Greta nos cobriam com vários cobertores, eu me enfiei na cama. Virei de lado e puxei ela para perto, encaixando a cabeça dela contra o meu peito, bem sobre o meu coração. As bochechas ainda estavam frias. Então inclinei a cabeça e beijei o topo do cabelo dela, puxando o ar devagar para sentir aquele cheiro doce que sempre me cercava. — Vamos, pequena, lute… Por favor. Precisamos de você. Eu preciso de você. — Sussurrei nos cabelos dela.

— Alfa. — Bennet levantou as mãos em rendição quando meus olhos dispararam na direção dele. — Você poderia torná-la membro da alcateia? Eu sei que ainda não temos muitas informações sobre companheiros, mas já houve muitos humanos na história da nossa alcateia. Para fazer parte da linhagem, eles precisavam ser da alcateia. — Ele se virou para a curandeira. — Essa conexão poderia ajudar?

— Não vejo por que não. E, com o contato que ela está tendo agora, acredito que ela consiga se recuperar rapidamente da incisão.

— Podemos fazer isso sem movê-la? — Questionei, porque não queria tentar algo que ninguém tivesse certeza absoluta.

— Podemos fazer você se sentar mantendo a posição. Isso permitiria que ela recebesse também a força da alcateia para se curar. Eu acredito que devemos tentar, Alfa.

Em qualquer outra circunstância, e sem toda aquela plateia ao redor, eu provavelmente estaria muito animado por estar tão perto dela. Ainda assim, mantive o rosto dela aninhado no meu pescoço, sob o meu queixo.

O braço direito dela estava preso ao redor da minha cintura para manter o máximo possível do corpo dela coberto. Ao lado, minha mãe puxou a mão esquerda dela com cuidado e apresentou a palma ao ancião que tinha se juntado a nós. Antes de começarmos, eu conferi novamente cada centímetro do corpo nu dela, garantindo que tudo estivesse coberto.

A cerimônia foi rápida, ou pelo menos tão rápida quanto podia ser com uma das partes inconsciente. Pelo menos ela não precisou repetir nada para que o ritual funcionasse. O ancião colocou a faca de prata na minha mão direita, enquanto minha mãe estabilizava a mão esquerda de Kennedy para que eu pudesse fazer a incisão. Em seguida, o ancião fez o mesmo corte na minha mão. Assim que nossas palmas se tocaram e o sangue se misturou, senti uma onda de conexão atravessar nós dois.

Kennedy puxou um suspiro profundo, quase ofegante, e apertou minha mão de volta, como se fosse um fio vivo preso a mim. Diante disso, virei nossas mãos e beijei o dorso da dela, depois a trouxe contra o meu peito, sem me importar com o sangue que manchava tudo. Os olhos dela ainda não se abriram, mas o calor do corpo dela aumentou imediatamente e um pouco de cor começou a voltar às bochechas.

Josh ficou responsável por ir ver o que dava para descobrir com os intrusos que tinham sido capturados, tentando arrancar qualquer informação deles. Enquanto isso, Greta e Danny saíram para fazer as patrulhas e disseram que voltariam depois para checar o adolescente ferido e me atualizar sobre o estado dele.

O ancião e a curandeira começaram a juntar as coisas para ir embora, e antes de sair ela avisou que voltaria mais tarde naquela noite e novamente pela manhã para examinar Kennedy. Bennet, por outro lado, arrastou uma cadeira para perto e praticamente se largou nela, inclinando-se para trás. E nem tive energia para pedir que ele fosse embora, considerando que ele estava sofrendo quase tanto quanto eu por causa da situação dela. Já minha mãe… Apenas disse que mandaria trazer comida para nós.

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