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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 135

(Ponto de Vista de Ryker)

Assim que todos foram embora, deslizei para baixo na cama e, com cuidado, ajustei Kennedy em uma posição mais confortável. Ela tinha ficado encolhida por tempo demais e, por isso, eu não queria que a circulação das pernas dela fosse prejudicada. Depois que terminei de mexer nos cobertores dela, ainda que sem necessidade, levantei o olhar na direção de Bennet.

— Fala a verdade, cara. Tem alguma coisa acontecendo entre você e a Kennedy?

— Ah, não vem com esse papo de novo. Você percebe como consegue ser insuportavelmente exaustivo?

— É que eu simplesmente não entendo. Você parece tão obcecado por ela quanto eu. Está sempre a um passo de distância, além de agir como se conseguisse ler a mente dela, as emoções dela. E, para piorar, você fica mais irritado ou ofendido por ela do que qualquer outra pessoa...

— Eu sou o Gama dela, seu idiota. — Ele não gritou, diferente da outra noite, embora a voz soasse cansada. — É literalmente meu trabalho ficar um passo atrás dela o tempo todo. Também é meu trabalho saber do que ela precisa em qualquer momento. Só que, como eu não podia falar com ela por causa do seu ciúme ridículo, tudo ficou bem mais complicado. Então precisei ficar mais observador, aprendendo a ler a linguagem corporal dela.

Depois de uma pausa, ele continuou:

— E, para ser sincero, eu até deveria te agradecer, porque a Kennedy nunca vai pedir nada para ninguém. Ela é tão teimosa quanto você. Eu sei que o Jeremiah e aqueles caras gostam muito dela, mas acho que, mesmo lá, ela ainda se via como um peso. É por isso que ela se esforça tanto. Só que você tirou tudo isso dela em um instante. Ela sabe que todo mundo assume que ela é o elo fraco só porque é humana, e ela odeia essa ideia. E, para falar a verdade, eu sinto uma conexão com ela desde o minuto em que você a reivindicou na festa da Rayna.

— Eu não a reivindiquei naquela noite.

— Ah, não reivindicou mesmo? — Ele retrucou, indignado. — Porque eu me lembro perfeitamente de você pedindo uma "quase desculpa" para o Danny por ter sabotado a chance dele e, logo depois, ficou rondando a Kennedy pelo resto da noite. E onde eu estava? Um passo atrás de você, bem ao lado do Josh, cuidando da sua retaguarda. Foi naquele momento que eu soube. Ela era a minha Luna.

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— Como assim? Ele comentou isso uma vez, mas disse que não cabia a ele contar essa história.

— Eu não sei todos os detalhes, porque ela não tinha permissão para falar comigo. — Ficou claro que ele nunca superaria aquilo. — Mas ela foi sequestrada ou capturada, com a intenção de atingir o Jeremiah. Só que, se ela está aqui agora, é óbvio que conseguiu escapar. Pelo que eu entendi, ela se libertou sozinha. Não foi resgatada.

— O quê?

— Pergunta para a sua mãe ou para a Greta. Talvez elas também saibam. A Kennedy é humana e, por isso, pode ser quebrada de maneiras diferentes das nossas. No entanto, ela também não é um pedaço frágil de vidro que precisa viver trancado a sete chaves.

Ela poderia ser mais forte do que eu e, ainda assim, eu continuaria sentindo exatamente a mesma coisa. Kennedy era preciosa demais para ficar em perigo. Eu a vi suportar e se recuperar de uma cerimônia de indução na alcateia mesmo estando inconsciente. E sabia do que ela era capaz. Ainda assim, acreditar nisso nunca pareceu ser fácil.

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