(Ponto de Vista de Ryker)
'Ela está certa.' Meu lobo riu diante da minha irritação. 'Não fique bravo só porque você não vai ser o mais forte daqui para frente.'
'Eu não estou bravo com isso. Na verdade, estou completamente bem com ela sendo mais forte. Ela precisa ser. Eu preciso marcá-la, na verdade eu quero. Ainda mais agora que nós já nos unimos e nada do que eu temia aconteceu. Todas aquelas histórias horríveis não se concretizaram, e ela já superou tudo o que enfrentou antes. Eu sei que não posso subestimá-la... Mas também não consigo afastar essa sensação de que algo vai acontecer com ela quando eu fizer isso. Não sei explicar. É puro instinto.'
'O instinto do Claude vai ser matá-la para te enfraquecer. Então você precisa escolher. Qual medo é o pior? Você machucá-la, mas estar ao lado dela para ajudá-la a se recuperar... Ou Claude machucá-la e você talvez nem estar lá para impedir?'
Só de imaginar não estar presente caso ele a machuque, meu estômago virou. Eu precisava da minha companheira... Mas não podia ir até ela. Ainda não. Eu tinha coisas a fazer para mantê-la segura, e minha mãe disse que falar comigo pelo vínculo mental estava deixando a Kennedy estressada porque ela não conseguia responder. O que, sinceramente, eu considerava uma tremenda bobagem.
Josh e eu nem pensamos duas vezes, só saímos correndo. E em forma de lobo chegaríamos bem mais rápido até a casa do Claude. Nossos lobos costumavam carregar uma bermuda justamente para facilitar quando voltávamos ao corpo humano. Na maioria das vezes encontrar roupa não era problema em lugar nenhum, mas quando se tratava do Claude tudo ficava complicado. Sem contar que quem ainda apoiava aquele cara era tão ruim quanto ele.
Quando nos aproximamos da casa, que um dia já tinha sido imponente, Josh soltou um resmungo cheio de graça. Nem precisei perguntar o motivo. Aquela antiga casa da alcateia tinha sido erguida só para esfregar riqueza e poder na cara de todo mundo, praticamente um enorme "olhem como eu sou melhor que vocês".
No entanto, desde que assumi a liderança, era a única propriedade que eu simplesmente deixava de lado. Na minha alcateia todo mundo trabalhava, até os antigos Alfas, se ainda estivessem vivos. Claude, por outro lado, nunca mexeu um dedo. E com o passar dos anos, quem trabalhava na casa dele deixou bem claro o quanto desprezava aquela postura arrogante.
As tábuas da varanda rangeram quando subimos os degraus, mas nem tive tempo de bater na porta. Ela foi escancarada por uma ômega com aparência exausta.
— Graças à Deusa vocês chegaram. — Ela disse, aliviada. — Ele está em um humor terrível. Estou com medo até de chegar perto.
Ela apontou para dentro da casa, embora eu nem precisasse de direção alguma. Bastava seguir o barulho.


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