(Ponto de Vista de Ryker)
Claude se sobressaltou quando invadimos o cômodo.
— Ora, ora… Olha só quem apareceu. Olá, Ryker. Infelizmente você me pegou num péssimo momento. Faz o seguinte, marca um horário com a minha secretária e a gente resolve isso depois.
Se eu não soubesse que ele estava tentando ser um idiota pomposo, eu ficaria irritado. Mas ele estava nervoso. Eu conseguia sentir o cheiro disso.
— Engraçado… Porque, para mim, agora parece um momento perfeito. Você apareceu lá em casa hoje cedo, lembra? Eu estava ocupado naquela hora, mas minha companheira, que é muito generosa, achou melhor eu vir até aqui para dar uma olhada em você.
— Você deixa sua companheira ditar sua agenda? — Ele zombou. — Que moderno da sua parte.
Ele já era velho demais para revirar os olhos com alguma elegância, mas mesmo assim tentou.
— Sua Luna é uma pessoa impressionante. Ela sobreviveu a vários ataques sem sair ferida e ainda conseguiu machucar alguns dos que a atacaram no processo.
— Que bobagem! Aquela humana é fraca demais. A única razão de ainda estar viva é porque vive rodeada de guardas o tempo todo. De verdade, não consigo entender por que você insiste em mantê-la ao seu lado. Você devia se unir a uma loba que realmente acrescentasse força e poder.
Ele fingiu que a conversa o entediava, voltando a folhear os livros espalhados pela mesa como se procurasse algo extremamente importante. Porém, o tique constante no olho sempre que olhava na minha direção entregou tudo. O leve tremor na mão dele também.
— Então, em que podemos ajudar? — Perguntei. — Porque está óbvio que você quer alguma coisa comigo.
Permaneci parado logo na entrada, cruzando os braços sobre o peito. Enquanto isso, Josh se posicionou ao meu lado esquerdo, mais perto da outra saída do cômodo.
— Do que você está falando, Ryker?
Outro desdém. Outro tique no olho. Mais uma página virada.
— Já faz mais de um mês que você anda sendo visto e farejado rondando a casa da minha alcateia, mas até agora não apareceu para falar comigo. O que me leva a concluir que não sou eu quem você quer encontrar.
— Tenho muito pouco interesse no que você faz, garoto.
— Foi isso que eu quis dizer. Você anda aparecendo por lá faz tempo, mas nunca dá as caras de verdade... Então me conta: qual é o plano? Se esconder na floresta e ficar seguindo a minha companheira?
— Já estou cansado dessa sua conversa fiada, garoto. Vá embora. Tenho trabalho de verdade para fazer e não tenho tempo para entreter você e suas perguntas idiotas. Eu não poderia me importar menos com sua fraca companheira humana.
— E ainda assim, em mais de uma ocasião, você tentou atacar minha Luna.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa