(Ponto de Vista de Ryker)
O nascer do sol do início do verão interrompeu meu sono, porém o formigamento provocado pelo contato com Kennedy me impediu de me mover. Eu estava no paraíso, ali mesmo, exatamente daquele jeito. Então a puxei ainda mais para perto e ouvi uma risadinha suave escapar dela.
— Do que você está rindo, docinho?
— Nós temos treino, seu tarado.
— Eles podem esperar alguns minutos.
Virei por cima dela e enterrei o rosto na curva do pescoço dela, arrancando outra risada.
— Você sabe que não vão ser só alguns minutos. Além disso, você precisa dar o exemplo.
— Eu tenho dado exemplo a vida inteira. Eles que lidem com isso.
Consegui arrancar um gemido delicioso dela quando movi meus quadris.
— Bom… Quando você coloca nesses termos… Até dá vontade de ir brincar um pouco no chuveiro. Só não sei se você consegue sem quebrar de novo…
— Isso é um desafio, companheira?
— Vai aceitar?
Ela soltou um gritinho quando eu pulei da cama, levando-a comigo nos braços. Enquanto a carregava até o banheiro, já fui arrancando a camiseta pelo caminho. Liguei o chuveiro para a água esquentar e a encostei no azulejo gelado, prendendo seus lábios em um beijo intenso. O corpo dela se arqueou contra o meu, tentando fugir do frio, e ainda tentou me repreender no meio do beijo. Mas engoli cada protesto até que tudo o que saía dela fossem gemidos outra vez.
Parecia que o corpo dela tinha sido moldado exatamente para o meu. Cada curva encaixava nas minhas formas como se fosse o lugar certo. Minhas mãos simplesmente não conseguiam ficar paradas, sempre encontrando um novo lugar para tocar. Eu queria sentir tudo, cada pedaço dela, o tempo inteiro. E, pelo jeito, ela não tinha a menor intenção de me impedir. Pelo contrário, aqueles pequenos sons que escapavam dos lábios dela só me deixavam ainda mais provocado.
'Cuidado com as pontas de prata, seus idiotas. E tratem de parar de dar em cima da minha companheira. Vão atrás das de vocês.' Mandei pelo vínculo mental para eles e para Josh, que caiu na gargalhada.
Quando percebi, o treino já tinha acabado para mim. Eu mal tinha suado, enquanto o resto do time estava todo molhado de suor e tentando respirar direito. Eles logo iam se recompor, mas aquilo me fez pensar: "Será que já era o vínculo de união mexendo comigo? Porque, se duas horas de treino não me abalaram em nada, fico imaginando como vai ser minha resistência quando eu finalmente marcar a Kennedy…"
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Infelizmente, nem tive a chance de falar sobre isso com ela. Minha mãe apareceu para levá-la de volta ao planejamento da festa e depois para encontrar alguns membros da alcateia no lado leste do território. Foi aí que me caiu a ficha de que ela ainda nem conhecia todo mundo da alcateia. "Eu preciso dar um jeito nisso logo…"
Meu pai sentou com o Josh e comigo para analisarmos os livros que pegamos do Claude. Depois, eu deixaria a Kennedy decidir o que queria fazer com eles, mas tinha alguma coisa ali que ele tinha procurado quase em desespero no dia anterior, e eu estava determinado a descobrir o que era.
Além disso, coloquei dois dos meus guerreiros mais discretos para vigiar cada movimento dele. Era só questão de tempo até o Claude fazer alguma besteira. E só torcia para que tirar a pesquisa dele de circulação acelerasse um pouco esse momento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...