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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 256

(Ponto de Vista de Greta)

— Ei, pelo menos agora a gente sabe o que eles estão aprontando. — Tentei brincar, ainda que de leve, só pra ver se ele reagia, porém ele continuou encarando o nada, completamente distante. Naquele instante tive certeza que seria uma noite longa…

Então me posicionei na beirada, de onde conseguia observar quem entrava e saía do barraco, percebendo que todos estavam claramente irritados com a Janelle… O que não me surpreendia, já que ela nunca me pareceu alguém muito inteligente. No fundo, eu não fazia ideia de como ela estava liderando aquilo…

Talvez tivesse alguém puxando as cordas por trás, assim como o Claude fazia com o Finn, sempre usando intermediários para não parecer que era ele quem controlava tudo, o que até funcionava… Até o Finn encontrar a Kennedy e ela, de algum jeito, conquistar a lealdade dele. Portanto, considerando isso, não duvidaria nada que a Janelle também estivesse encenando, usando aquele ar de mulher frágil e meio burra pra fazer aqueles brutamontes trabalharem por ela.

Quando percebi que só os vigias ainda estavam acordados, voltei até minhas coisas, peguei duas garrafas de água e me sentei ao lado do Finn, estendendo uma pra ele.

— Quer falar sobre isso?

— Pelo menos agora eu sei que todo mundo acha que eu morri naquela luta. — A voz dele saiu vazia, sem emoção. — Não que fossem vir atrás de mim se soubessem que sobrevivi e fui capturado. Afinal, sou só um lixo de intruso, não valho o resgate.

— Olha, pelo menos agora você pode recomeçar na Lua Sombria sem ficar desconfiando de tudo o tempo todo. E você não é só um intruso jogado por aí, veio de uma alcateia, igual a maioria deles.

— Eu fui criado como intruso. Mal lembro de como era viver em uma alcateia. Intrusos não são tão bons quanto lobos criados em alcateia. Quer dizer... Eu ainda estou tendo que me provar pra você, não estou? — Ele se levantou e foi até a borda.

— Finn… — Comecei, porém ele ergueu a mão, me interrompendo.

— Vai dormir. Eles estão planejando alguma coisa, mas não vai acontecer hoje.

Mais três dias de observação se passaram, e no dia seguinte eu já estava de saco cheio do silêncio carrancudo do Finn, então mandei ele voltar para cabana buscar mais comida e tomar um banho, o que rendeu um "princesinha" da parte dele, algo que só me fez revirar os olhos. Eu sinceramente não entendia essa aversão dele ao mínimo de conforto que a gente tinha à disposição. "Se temos, por que não usar?" Ainda mais considerando que não estávamos ocupados naquele momento.

Durante esse tempo, a principal coisa que percebemos foi que a Janelle e o Justin, companheiro dela, nunca saíam do barraco, o que só reforçava a ideia de que devia existir outra saída ali, já que o Finn não acreditava que o Justin aceitaria ficar trancado daquele jeito.

— Teve bastante movimento nos últimos vinte minutos. — Joguei por cima do ombro quando o Finn voltou.

— Toma. — Ele empurrou uma sacola na minha cara.

Missão longa já não era novidade pra mim, então comer o que as lobas caçavam ou sobreviver de barra de proteína era rotina, mas tinha horas que dava vontade de algo diferente. Abri o saco de papel e encontrei uma maçã, carne seca e um pacote de churros, meu ponto fraco. Não resisti, rasguei a embalagem na mesma hora e mordi sem pensar, com o açúcar tomando conta da minha língua enquanto eu soltava um gemido de satisfação.

— Bem… Se é só isso que precisa…

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