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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 419

(Ponto de Vista de Elara)

Acordei confusa por um instante, sem entender onde diabos eu estava, enquanto um formigamento percorria minha pele, algo completamente novo. Assim, me movi com cuidado para olhar ao redor, porque, com tudo o que estava acontecendo, não era inteligente fazer movimentos bruscos, já que nunca se sabia quem poderia estar observando.

Logo, olhei para baixo e ainda estava nua, então, claramente, não tínhamos conseguido voltar para casa. "Nós… Ben e eu. Ah, merda… Ben e eu. Ele estava ferido, estava morrendo, e eu não podia deixar aquilo acontecer, então o marquei e, Deusa, tudo o que veio depois disso…" Inspirando fundo, senti o cheiro dele ainda impregnado em mim, forte e inconfundível, enquanto conseguia quase sentir os dedos dele ainda ali, deslizando, apertando, me guiando, e meu corpo respondendo a cada comando que suas mãos davam.

Ele disse que ninguém me tocaria, que ninguém poderia me ter, e, sinceramente, eu veria isso quando a hora chegasse. Nossos Anciões não eram homens ruins, mas gostavam demais dos próprios privilégios. Eu sabia que eles cuidaram da minha mãe quando estavam com ela, mas também a reivindicaram como se fosse um direito deles, e meu pai permitiu, permitiu que tocassem no melhor presente que a Deusa havia dado a ele... Eles a compartilharam como se fosse um brinquedo, um brinquedo precioso, mas ainda assim um brinquedo, algo para usar.

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— Olha, eu curti bastante os pensamentos que você teve assim que acordou. — A voz quente e sedosa de Ben surgiu, carregada de um humor provocante.

— Eu não sabia que companheiros podiam ouvir pensamentos. — Virei-me para olhá-lo, vendo-o sentado não muito longe, encostado na parede da caverna, com uma fogueira acesa ao lado. — Quanto tempo eu fiquei apagada? — Perguntei, alternando o olhar entre ele e o fogo.

— Acontece que te dar prazer até te deixar em coma é uma habilidade minha. — Ele respondeu com um meio sorriso malicioso, e, na mesma hora, todo o meu corpo reagiu.

— Isso não responde a minha pergunta. E, aliás, outra coisa, como você conseguiu acender uma fogueira? — Sentei-me, me aproximando dele.

Ele me puxou para ficar à sua frente, e eu hesitei só por um segundo, porque ele estava certo, nunca fez nada que me desse motivos para desconfiar. Ser cuidada sem precisar pedir era algo com o qual eu ainda teria que me acostumar, então apoiei minhas costas no peito quente dele, inclinando a cabeça para o lado para continuar olhando para seu rosto.

— Você ficou apagada por um tempo, mas não faço ideia de quanto. Eu tenho quase certeza de que estamos dentro de uma dessas bolhas de ilusão de bruxa, então o que pode ter sido horas ou dias para a gente pode ter sido só minutos para o resto da equipe, ou o contrário. Quanto à fogueira… O Alfa James fez questão de nos ensinar a proteger nosso lado humano, porque, se algo acontecesse com o nosso lobo, doeria, mas a gente ainda poderia sobreviver. Já o nosso lobo precisa da nossa parte humana para viver. Então treinamos o básico para sobreviver, mesmo nas piores situações, como encontrar água quando parece não haver nenhuma, saber o que podemos comer, como economizar energia, montar abrigo e manter o corpo aquecido no frio ou fresco no calor... — Ele se mexeu, tocando o cordão de couro em volta do pescoço. — Isso aqui é pederneira. Ele deu uma para todos nós há muito tempo, e eu nunca tiro, até porque o cordão se ajusta quando estou na forma de lobo.

'Quem você está chamando de pescoço grosso?' Um rosnado profundo e vibrante ecoou na minha mente, e eu soltei um suspiro, sem saber se era pela nova voz ou pela excitação que ela provocou. Ben riu, me apertando mais contra ele.

— Você também consegue falar com a minha loba? — Virei-me um pouco, animada com a descoberta. — Eu não fazia ideia de que companheiros podiam fazer isso!

— Eu tenho falado com ela, sim. Ela é doce.

— Doce? Ela não é doce coisa nenhuma. É sarcástica pra caramb*, mas eu amo ela.

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