(Ponto de Vista de Elara)
"Por que eu demorei tanto para fazer isso?" Sinceramente, não fazia a menor ideia de por que alguém esperaria para se vincular ao próprio companheiro, porque agora eu me sentia mais calma, focada, com a mente clara e completamente satisfeita. Eu estava toda enroscada com o Ben, e a luz acinzentada entrando pela porta de vidro da varanda indicava que a gente só tinha conseguido tirar alguns cochilos insignificantes durante a noite, e o amanhecer já estava prestes a interromper a nossa diversão, mas, ainda assim, eu não reclamaria nem um pouco. Estávamos tão entrelaçados que eu já não sabia mais onde eu terminava e onde ele começava.
— Pronta para mais, companheira? — O rosnado rouco dele percorreu meu corpo inteiro, me fazendo arrepiar. Eu nem sabia se ele tinha usado meu nome mais do que algumas vezes desde que chegamos, porque "companheira" claramente tinha virado o apelido preferido dele.
— Acho que você já me teve em todas as superfícies desse apartamento. — Ri, provocando. — O que mais você quer agora?
— Eu preciso revisitar alguns lugares, só para garantir que foram satisfatórios. — Disse, me virando e me colocando por cima dele. — Mas estava pensando que você podia me ajudar a acordar com uma boa montada à moda antiga.
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Ele já estava duro por mim, e meu corpo simplesmente o desejava de um jeito quase desesperado. Eu nunca tinha ficado tão facilmente excitada antes, porque bastava ele me olhar e sorrir para eu já estar completamente pronta. Logo, ele se alinhou e entrou em mim com facilidade.
— Ah... Tão molhadinha. — Murmurou, observando onde nossos corpos se encontravam, enquanto suas mãos passeavam pelo meu corpo, deixando que eu definisse o ritmo.
Uma hora depois, ele me pegou de novo enquanto tentávamos tomar banho e finalmente sair do quarto, e ficamos tanto tempo ali que a água acabou ficando fria. Depois, já no closet, eu tentei me vestir rápido ao perceber o olhar faminto dele, mas não adiantou, porque, no segundo seguinte, ele já estava de joelhos, me pressionando contra as prateleiras, usando a língua de um jeito que fez minha respiração falhar e minha visão se encher de pontos de luz.
Ainda tentando me recuperar do último pico, ofeguei:
— A gente precisa sair desse quarto hoje, você sabe disso, né?
— Eu sei, mas isso não vai me impedir de enrolar o máximo possível. — Ele respondeu, se aproximando e pressionando o nariz contra o meu pescoço, inspirando fundo. — Eu quero que todo mundo nessa casa da alcateia saiba que você é minha. Quero o meu cheiro em você, por dentro e por fora. Mas, acima de tudo, eu preciso te tocar do mesmo jeito que preciso respirar. Não sei se é assim para todo mundo, ou se é porque a gente adiou isso por tanto tempo, mas eu preciso estar perto de você, tocar você. Você é como um vício. — Senti o sorriso dele contra meu ombro.
— Bom, a gente ainda tem uma alcateia para cuidar, sabe, que está sendo atacada por uma bruxa maluca e alguns lobos intrusos, então a gente precisa sair desse quarto. — Respondi, tentando manter o foco. — Mas posso te prometer uma coisa. Se a gente fizer algum progresso hoje, tipo capturar um intruso e derrubar mais alguns Marcadores de Sombra, eu deixo você me trazer de volta para cá e fazer o que quiser comigo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...