— A impresentável sou eu. Afinal, eu não passo de uma amante do senhor Monteiro. Para não causar problemas para você, é melhor a gente manter distância.
Aurora enfatizou a palavra "amante", para lembrar Valentino, e também para lembrar a si mesma.
Valentino abriu a porta do carro de repente, pegou a mão de Aurora e a puxou para fora.
— Bam.
Valentino fechou a porta do carro e a puxou pela mão para dentro.
— Valentino! Me solte!
— Não solto! — Valentino avisou por bondade. — Se não quiser atrair mais olhares, não se debata.
Ao ouvir isso, Aurora parou de se debater.
Os dois entraram na sala privativa.
Valentino entregou o cardápio para Aurora: — Veja o que quer comer.
— Qualquer coisa. — Aurora não estava com vontade de comer com Valentino.
Vendo isso, Valentino pediu alguns pratos de acordo com o gosto dela.
A sala reservada ficou em um silêncio total, quase opressivo.
Logo, o garçom entrou para servir a comida.
Aurora deu uma olhada e percebeu que a maioria dos pratos era o que ela gostava. Ela pegou os hashis e começou a comer.
Valentino viu que ela não falava e também ficou em silêncio. Dobrou as mangas e descascou um camarão com movimentos elegantes. Logo, um camarão inteiro apareceu.
Ele esticou a mão e colocou no prato de Aurora: — Coma.
— Obrigada, Sr. Monteiro. — Aurora estava com o rosto calmo e nem olhou para o camarão no prato.
Vendo isso, as emoções nos olhos de Valentino se agitaram, e ele apertou os lábios.
Durante a refeição, Valentino de vez em quando colocava comida para Aurora, mas ela não comia nada.
— Sobre ontem...
— Não aconteceu nada. — Aurora largou os hashis, com uma expressão fria.


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