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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 133

O grito ecoou pela rua no mesmo instante em que o corpo de Leonardo despencou da escada.

Os pedestres e os clientes da cafeteria se sobressaltaram, o pânico rompendo o silêncio da tarde.

— Uma criança... uma criança caiu!

Enquanto alguns corriam para ligar para o resgate e outros se aproximavam para verificar o estado do menino, Vanessa saiu do café como uma fera fora de controle.

— Meu filho! — Ela gritou, com a voz dilacerada.

Ela abriu caminho entre as pessoas e se jogou de joelhos ao lado de Leonardo, agarrando o corpo pequeno nos braços, chorando com um desespero que parecia lhe rasgar o peito.

— Foi culpa da mamãe... Mamãe devia ter te protegido... Me perdoa, meu amor, me perdoa!

Douglas e Agatha desceram as escadas logo atrás, atônitos.

Vanessa ergueu o rosto, os olhos vermelhos de raiva e lágrimas, e apontou para eles.

— Foram eles! Foram eles que empurraram o meu filho!

O murmúrio se espalhou entre os curiosos.

— Meu Deus, que tipo de gente faz isso com uma criança?

— Monstros, só pode!

Tomado de fúria, Douglas avançou um passo, a voz rouca e indignada.

— Mentira! Foi ela mesma quem o empurrou!

— É verdade! — Reforçou Agatha, nervosa. — Ela fez isso sozinha, não temos nada a ver com isso!

Mas o caos já estava instaurado. O menino caíra da escada, e lá em cima não havia testemunha alguma. Ninguém sabia quem dizia a verdade.

Vanessa apertava Leonardo contra o peito, o rosto transtornado.

— É meu filho, como eu poderia machucá-lo? Sei que vocês querem me afastar do Ricardo, que fariam qualquer coisa para me tirar da vida dele... Vou embora, se é isso que querem, mas o meu filho é inocente! — A voz dela se quebrou num grito desesperado. — Leo, meu amor, aguenta firme! Cadê a ambulância? Por que a ambulância ainda não chegou?

O choro do menino e o desespero daquela mãe tocaram muitos dos que assistiam à cena. Afinal, quem acreditaria que uma mulher seria capaz de ferir o próprio filho?

Logo, os olhares se voltaram contra o casal Freitas.

Em questão de segundos, a revolta da multidão se voltou contra Douglas e Agatha. Alguns gritavam, outros xingavam, e um dos presentes, tomado pela fúria, arremessou o copo de café que ainda tinha nas mãos.

Agatha instintivamente se colocou diante de Douglas e acabou atingida em cheio, o líquido quente se espalhando pelo vestido e lhe manchando a pele.

Ela ficou coberta de manchas escuras, o cheiro amargo do café queimando no ar.

Douglas olhou para a esposa, o peito tomado por raiva e impotência. Tentou responder, mas, de repente, sentiu o coração apertar com força. O som ao redor se tornou distante, e uma pontada violenta lhe atravessou o peito. A respiração falhou.

— Douglas! — Gritou Agatha, agarrando-o antes que caísse.

A confusão só aumentava.

Quando Ricardo chegou ao local, chamado às pressas pelo telefone, deparou-se com um cenário caótico, onde se misturavam gritos, café derramado pelo chão e uma multidão de curiosos aglomerados.

O olhar dele percorreu o tumulto até encontrar Douglas caído nos braços de Agatha, e, por um instante, tudo ao redor pareceu silenciar.

— Ricardo! — Vanessa gritou entre soluços. — O Leo... ele não está bem!

Ricardo olhou para o menino desfalecido nos braços dela, com o rosto tenso.

— Deve estar a caminho, senhor.

Ricardo acenou devagar com a cabeça.

— Então levem o menino primeiro.

Agatha o encarou, incrédula. Um nó lhe subiu à garganta, e as forças se esvaíram do corpo. A desesperança tomou o lugar da raiva.

Os paramédicos recolheram Leonardo com rapidez. Temendo que Ricardo ficasse, Vanessa segurou a mão dele com força.

— Vem conosco, por favor. Eu... eu não consigo ir sozinha.

Ricardo hesitou por um breve instante, depois concordou com um aceno.

A sirene ecoou enquanto a ambulância se afastava pela avenida. O som foi se perdendo aos poucos, até desaparecer.

Agatha ficou de joelhos, o corpo do marido pesando em seus braços. A pele dele estava fria, e as pupilas se dilatavam lentamente.

— Douglas... Douglas! — Agatha chamou, a voz tomada de terror. — Alguém, por favor, me ajuda!

Mas ninguém se moveu. Os curiosos, antes inflamados, agora se afastavam em silêncio, evitando olhar.

Ela tentou reanimá-lo, a respiração entrecortada, as lágrimas se misturando ao suor e à poeira.

— Douglas, por favor, fica comigo... — Murmurou, sem resposta.

Quando finalmente percebeu que o corpo dele estava imóvel, a realidade a atingiu como um golpe. Um grito rompeu de dentro dela, rouco, desesperado, ecoando pelo ar abafado.

Naquele dia, o mundo de Agatha desabou por completo.

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