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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 143

— Então não tenho escolha. Vou ter que entrar com uma ação judicial. — Declarou Luana, com firmeza.

— Com base em quê? — Ricardo ficou parado ali na frente dela, inclinando o corpo para frente, olhando de cima para baixo com aquela presença intimidadora. — Luana, qual vai ser o motivo que você vai usar para pedir o divórcio? Que te traí? Que tenho um filho ilegítimo, como você tanto fala?

Luana encarou o rosto dele, tão perto que dava para sentir a respiração, mas manteve uma calma absurda. Não tinha mais nenhuma emoção naqueles olhos.

— Um casamento sem amor não serve para nada. Para que manter?

Ricardo não respondeu, ficando só olhando para ela em silêncio.

Luana percebeu pelo canto do olho uma sombra passando rápido na porta. Esticou a mão e ajeitou a gravata dele com calma, alisando o tecido.

— Será que você não quer se divorciar porque... — Ela ergueu uma sobrancelha, com um sorrisinho nos lábios que não chegava aos olhos. — Não me diga que você se apaixonou por mim? Porque se não for isso, por que tanta insistência?

A mão de Ricardo subiu até o rosto dela, segurando com uma delicadeza que contrastava com o frio que passou pelos olhos dele naquele instante.

— Luana, você sabe que esse seu sorriso é completamente falso?

Ele odiava quando ela sorria assim. Aquilo o incomodava, machucava de um jeito que ele não conseguia explicar. Ela não devia ser assim.

O sorriso de Luana foi sumindo aos poucos, até desaparecer por completo. Ela se aproximou mais e sussurrou, numa voz baixa que só os dois podiam ouvir:

— É porque você só merece falsidade.

Mal terminou de falar, ela virou o rosto em direção à porta.

— Sra. Vanessa, por que ficar aí escutando escondida? Não seria melhor entrar logo?

Do outro lado, Vanessa sentiu o corpo inteiro travar.

Droga. Foi descoberta.

Respirou fundo, juntou coragem e empurrou a porta, entrando com aquela expressão de inocente e coitadinha que ela sempre usava.

— Dra. Luana, eu não estava querendo escutar de propósito, juro. É que eu soube que você voltou para o hospital e vim te dar os parabéns. Mas vi que você estava conversando com o Ricardo e... achei melhor não atrapalhar.

— Sra. Vanessa, imagino que você já saiba da minha relação com o Sr. Ricardo, né? — Luana deu uma risadinha seca e se levantou, caminhando na direção dela com passos lentos. — Que bom que você apareceu. A gente estava justamente falando sobre o divórcio.

Parou bem na frente de Vanessa, cruzando os braços e olhando para ela da mesma forma que havia olhado para Ricardo.

— Que tal você me ajudar a convencer ele?

O rosto de Ricardo, habitualmente sereno, endureceu de repente, e sua voz saiu cortante ao chamar:

— Luana!

— Sr. Ricardo, por que tanta raiva? — Luana fingiu não entender, com uma inocência provocadora. — Se você e a Sra. Vanessa realmente não têm nada, então me explica, por que eu fui acusada de ser a amante que destruiu o relacionamento de vocês?

Vanessa sentiu o corpo inteiro gelar e cerrou os punhos, tentando conter o impulso de reagir.

Mas Luana não parou por aí.

— Meus pais descobriram os boatos e só queriam limpar meu nome. Foram falar com a Sra. Vanessa para esclarecer as coisas. E do nada o filho dela cai do segundo andar, e meu pai acaba morrendo por causa disso.

— Não foi assim! — Vanessa agarrou a mão de Luana com desespero, os olhos enchendo de lágrimas. — Juro que não fiz de propósito! Eu não sabia que seu pai estava com problema no coração! Foi tudo culpa minha, eu sei, eu estava desesperada com o Leo... Se você quiser, pode me bater. Vai, me bate, descarrega tudo em mim...

Antes que Vanessa terminasse, Luana ergueu a mão e deu um tapa forte no rosto dela.

Vanessa perdeu o equilíbrio, o corpo se inclinando para o lado e quase batendo na mesa. Conseguiu se apoiar no último segundo. Ficou ali, segurando o rosto, olhando para Luana em choque.

Luana manteve aquele sorrisinho tranquilo.

— Sra. Vanessa, foi você mesma que pediu.

— Eu... — Vanessa forçou as lágrimas a saírem, virando-se para Ricardo com uma expressão de vítima.

Ricardo ficou em silêncio por um tempo que pareceu eterno, mas continuou com os olhos fixos em Luana.

— Pronto, você já descontou. Está satisfeita agora?

Vanessa mal pôde acreditar que, dessa vez, ele não a tivesse defendido.

— Sr. Ricardo, você acha mesmo que estou só descontando raiva? — Luana soltou uma risada seca. — E se eu disser que não foi suficiente? Você vai deixar eu continuar batendo?

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