— Achei que fosse algo mais complicado. — Vinícius chamou Vitor para o interior da sala e olhou para Luana com aquela tranquilidade de sempre. — Quantas pessoas você precisa? Fala com o Vitor que ele organiza tudo.
Vitor já estava ao lado de Luana, todo prestativo, quase servil.
— Sra. Luana, quantos homens a senhora vai precisar?
Luana ficou surpresa com a rapidez dele em aceitar. Ela tinha até se preparado mentalmente para justificar melhor o pedido, achando que podia ser meio fora do comum.
Pensou por um momento antes de responder:
— Não preciso de muita gente. Dois já resolve.
— Dois é pouco. — Vinícius cruzou os braços, pensando. — Tenho gente de sobra aqui. Vou mandar quatro. O que você precisar que eles façam, passa para o Vitor que ele cuida de tudo.
— Mas se o senhor mandar seus homens comigo, quem vai ficar com a sua mãe?
— Relaxa. Eu e o Vitor damos conta dela.
A Sra. Souza pareceu ouvir o nome dela na conversa e veio toda animada para o lado de Luana, segurando uma boneca que havia acabado de arrumar.
— Filha, estou aqui! Olha, a mamãe deixou ela toda bonitinha para você ver!
Luana sorriu com ternura.
— Ficou linda.
— Você é a filha mais linda da mamãe! — A Sra. Souza continuou olhando para Luana com aquele sorriso radiante, os olhos brilhando de pura alegria.
Pouco depois, Vitor trouxe quatro seguranças até o quarto de Luiz, deixando-os de prontidão do lado de fora enquanto entrava com Luana. Ele olhou para o rapaz deitado na cama, imóvel, ligado aos aparelhos.
— Sra. Luana, esse é seu irmão?
Luana confirmou com um aceno.
Vitor coçou a cabeça, meio sem jeito.
— Vocês não se parecem muito...
— A gente não tem laços de sangue. Fui adotada pela família Freitas.
— Ah, saquei. — Vitor bateu palma como se tivesse entendido tudo de uma vez. — Mas vocês devem ser bem próximos, né? Porque a senhora está fazendo tudo isso pra proteger ele... Tem alguém perigoso de olho nele?
Vitor não era ingênuo. Sabia muito bem que quando alguém precisava de seguranças particulares em um hospital privado, era porque tinha medo de que algo acontecesse.
Luana não escondeu, mas também não deu todos os detalhes.
— Algo assim. Por enquanto, só posso confiar nos seus homens.
Na verdade, o que ela realmente confiava era no peso e na influência da família Souza.

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