Ao meio-dia, Helena acompanhou Anabela até o Hospital Particular de Santa Maria para visitar Vinícius. O hospital era propriedade da família Ferra.
Anabela, como herdeira dessa poderosa linhagem, tinha seu rosto reconhecido por praticamente todos os funcionários do lugar.
— Sra. Helena, Srta. Anabela! — A enfermeira da recepção se apressou em vir recebê-las, sorrindo de orelha a orelha. — Que honra tê-las aqui hoje!
Anabela ergueu o queixo num gesto automático de superioridade, deixando claro quem mandava ali.
— Viemos visitar o Sr. Vinícius e a Sra. Souza.
O sorriso da enfermeira vacilou. Ela hesitou por um segundo antes de responder:
— Ah, é que... eles acabaram de sair, Srta. Anabela.
— O quê? — Anabela sentiu o sangue subir à cabeça. Virou-se bruscamente para a mãe, os olhos faiscando de indignação. — Mãe, como ele ousa fazer isso comigo? Avisei que viria! Ele está fugindo de mim de propósito, é isso?
Desde a primeira vez que cruzou com Vinícius, Anabela decidiu que ele seria dela. Não havia outra opção. Aquele homem tinha beleza, poder e linhagem.
E o melhor de tudo? Seu pai também estava de olho numa aliança matrimonial com a família Souza. Embora ainda não houvesse uma resposta oficial, Anabela tinha uma certeza de que nenhuma outra mulher neste mundo estava à altura dele, apenas ela.
Helena soltou um suspiro cansado e lançou um olhar reprovador à filha.
— Anabela, você é a herdeira da família Ferraz. Será que não dá para ter um pingo de autocontrole?
Por mais que tentasse, Helena sabia que era inútil. Ela mesma havia criado aquela menina mimada. Conhecia cada centímetro daquele temperamento explosivo e caprichoso. Nenhum homem comum aguentaria Anabela, e muito menos o refinado herdeiro da família Souza.
— Sou a herdeira da família Ferraz, mãe! — Rebateu Anabela sem pestanejar, como se aquilo justificasse tudo. — Quem mais no mundo inteiro seria digna dele além de mim?
Ela crescia envolta em luxo, com tudo ao seu alcance desde o berço. Nunca precisou lutar por nada, nunca teve que se rebaixar. E não seria agora que começaria.
Helena balançou a cabeça, derrotada, e voltou sua atenção para a enfermeira, forçando um sorriso cordial.
— Eles disseram para onde iam?
— Não, senhora, isso eles não comentaram. — A enfermeira franziu a testa, tentando se lembrar de algum detalhe. De repente, seus olhos se iluminaram. — Mas tinha uma mulher com eles. Saíram os três juntos.
As palavras ainda estavam no ar quando o rosto de Anabela se fechou completamente, como se uma nuvem negra tivesse descido sobre ela. Seus olhos se estreitaram, cheios de veneno.
Uma mulher? Que vagabunda tinha coragem de meter as garras no homem dela?
...
Naquele exato momento, Luana passeava tranquilamente pelo shopping anexo ao hospital, acompanhando Vinícius e sua mãe. Ele havia reservado os terceiro e quarto andares inteiros, deixando apenas os dois primeiros abertos ao público, só para garantir que a Sra. Souza pudesse fazer compras em paz, sem ser incomodada por olhares curiosos ou gente pedindo fotos.

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