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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 668

Intimidada pela intensidade daquele olhar, Naiara abaixou a cabeça por instinto e gaguejou.

— Ber... Bernardo.

Ao ver a postura medrosa e submissa da garota, Bernardo soltou um riso amargo, zombando de si mesmo.

"O que é que eu estou esperando, afinal?", pensou ele. Ela não passava de uma cópia barata, uma farsa com um rosto parecido.

— Esqueça. Apenas grave bem tudo o que eu te disse hoje. Se você fizer o seu trabalho direito, a dívida que a sua mãe tem com os agiotas deixará de ser um problema.

Ele tirou um cartão de acesso do bolso e estendeu na direção dela.

— Você vai morar neste apartamento por enquanto. Amanhã, mandarei alguém comprar tudo o que você precisar.

Quando Naiara ergueu as mãos trêmulas para pegar o cartão, Bernardo perdeu a paciência, jogou o objeto nas mãos dela e virou as costas, indo embora sem olhar para trás. Sozinha, ela encarou o logotipo do condomínio de luxo impresso no cartão. Um sentimento de desprezo por si mesma tomou conta do seu peito. Era como se tivesse acabado de vender a própria alma e a consciência para conseguir aquela vida.

...

Longe dali, Luiz acompanhava Luana em um passeio pelo shopping. Ao passarem em frente a uma loja de artigos infantis, os olhos do rapaz brilharam ao ver as roupinhas na vitrine.

— Luana, você acha que o bebê vai ser menino ou menina?

Luana seguiu o olhar do irmão e abriu um sorriso afetuoso.

— Já está tão ansioso assim para ser tio?

— É claro que sim! Eu vou subir de cargo na família! — Luiz apoiou o queixo na mão, pensativo. — O que será que eu devo comprar para o meu sobrinho ou sobrinha?

— Ainda é muito cedo para pensar nisso. Deixe para se preocupar mais para frente. — Respondeu ela, balançando a cabeça com diversão.

Apesar do aviso, a verdade é que os dois passaram a tarde inteira indo do quarto ao segundo andar do shopping, parando em quase todas as lojas de bebês pelo caminho.

Enquanto isso, Helena descia a escada rolante acompanhada por uma vendedora que carregava várias sacolas de grife. Ao virar o rosto, ela avistou Luana saindo de uma loja de brinquedos ao lado de um homem jovem. No início, achou que fosse um engano, mas ao forçar a vista, confirmou que era mesmo a ex-esposa de Ricardo.

Helena parou e deu uma ordem à funcionária.

— Luiz, tenha modos quando estiver na rua. — Interrompeu Luana, com a voz mansa, assumindo uma falsa postura de repreensão. — Acima de tudo ao lidar com pessoas de mais idade. Esta é a matriarca da família Ferraz. Você não pode ofender alguém assim.

Helena pareceu ouvir apenas a expressão "pessoas de mais idade". Aquele era o seu maior ponto fraco! Com os dentes trincados, ela forçou um sorriso.

— Luana, não ache que tenho medo de você só porque agora você é a princesinha da família Souza. Por mais dinheiro que a sua família tenha, vocês não têm poder nenhum aqui em Oeiras.

— A senhora deve estar brincando. Não fiz nada para ofendê-la, mas a senhora insiste em me atacar sem motivo. — Rebateu Luana, mantendo o sorriso educado no rosto. — Chego a ficar lisonjeada. Não sabia que a minha família era tão poderosa a ponto de causar tanto incômodo à senhora.

O sorriso de Helena desapareceu, dando lugar a uma expressão gélida.

— Não cante vitória. Assim que eu acabar com o Ricardo, você será a próxima da lista.

Com a postura arrogante de sempre, ela virou as costas e foi embora a passos firmes. O sorriso de Luana sumiu, e uma ruga de preocupação surgiu em sua testa. A ameaça fez com que ela se lembrasse do casamento arranjado entre Anabela e Bernardo.

"Pelo visto, a família da Helena se uniu à família Marques.", concluiu ela em silêncio. "Eles estão unindo forças para destruir o Ricardo."

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